Palavras Diversas

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Dem vai ao STF para garantir empregos na indústria automobilística… do exterior

Quem crê nas “boas intenções” do Dem?

O Dem, partido integrante da tríplice da aliança conservadora, junto ao PSDB e ao PPS (já ouviu falar do PPSDemMB?), pretende recorrer ao STF contra o aumento do IPI para carros importados, sob a alegação de que se trata de “um protecionismo com efeito colateral inconveniente”, como afirmou José Agripino.

Inconveniente para quem?
Para os pares de classe social de Agripino e colegas de partido, aqueles que desfilam de carrões importados, com alguns modelos que chegam a custar até mais que R$ 1 milhão? Esses não precisam reclamar da vida, já que podem continuar a consumir estes bens supérfluos, pois não será o aumento do IPI que inibirá tais gastos, não é questão do custo, mas da crença de que tudo que é importado é melhor do que o fabricado no Brasil. Talvez até sirva para conferir uma posição de status mais elevada para seus compradores, seguindo a lógica de quem se importa com tais artigos de “primeira necessidade”…

Uma agremiação política ligada ao que há de mais atrasado invoca a Justiça brasileira em defesa de algo que não têm defesa, apenas para tornar as ações do governo mais difíceis e os empregos dos operários brasileiros mais vulneráveis a séria crise instalada na Europa e Estados Unidos.

O Dem e a oposição conservadora, com este gesto político não vão contra somente o governo, mas também contra o empresariado nacional e às famílias dos trabalhadores brasileiros.

O governo já havia afirmado que o aumento do IPI para carros importados tinha o objetivo de proteger o produto produzido no país e que significava um protecionismo provisório, constituído para preservar o mercado de trabalho da indústria aqui no Brasil, além de incentivar o consumo de componentes nacionais e o investimento em tecnologia.

A oposição, em nome da globalização, prefere se posicionar contra qualquer projeto nacional, tal como construía suas políticas quando governou o país entre 1995 e 2002, ao menos são coerentes com seu passado recente.

Agripino, porta voz dos “descontentes” e dos defensores dos empregos da indústria automobilística, lá no exterior, cogita a hipótese da possibilidade das montadoras estrangeiras representarem contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) por causa do protecionismo à indústria nacional. O que não faltará é apoio incondicional e até consultoria jurídica da oposição demotucana-pepesista para quem não emprega no país.

Hoje o país possui uma das maiores expansões do parque industrial automobilística do mundo, com projetos de instalação de várias montadoras no Brasil nos próximos anos, justamente por apresentar um mercado consumidor importante e oferecer condições macroeconômicas muito favoráveis para o investimento direto e a geração de novos empregos.

Por causa da crise nos países desenvolvidos, existem, aproximadamente, 14 milhões de desempregados nos Estados Unidos e 44 milhões na Europa.  A ação do governo brasileiro é necessária e visa salvaguardar milhares de postos de trabalho, diretos e indiretos, sem atingir a grande maioria dos brasileiros.

Mas para quem acha melhor o que é feito lá fora como uma etiqueta de superioridade cultural, desconsidera a capacidade produtiva do brasileiro e menospreza o empreendimento nacional, o Dem age de acordo com suas crenças, registradas em seu DNA, desde sua matriz genética, a UDN.

Agripino, em busca de um motivo nobre para justificar o ataque aos empregos brasileiros, saiu-se com a velha e batida idéia da concorrência e seus benefícios: “Os veículos importados estavam estabelecendo uma concorrência com o produto nacional, segurando e até promovendo a baixa do preço do produto nacional”.

Tais idéias, levadas a cabo pelo governo FHC, consórcio PDSB/PFL(atual Dem), quase arruinaram a indústria brasileira, provocando desemprego em setores estratégicos da economia.
Medidas como esta fazem os brucutus saírem do armário e mostrarem aquilo que, de fato, defendem, o que com certeza não é o povo brasileiro.

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Publicado em 22/09/2011 por em Uncategorized.

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