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Redução da Taxa Selic: O cheque sem fundos de alguns "especialistas"

Tendências Consultoria Integrada, a que prevê a derrocada do Brasil:  Nathan Blanche, Gustavo Loyola e Maílson

Um dia após o Banco Central surpreender positivamente o país, ao reduzir em 0,5% a taxa básica de juros, alguns agentes do mercado financeiro, aqueles que estão a serviço dos altos juros, saíram de suas tocas para gritar contra a decisão soberana do BC.

Alguns, mais irritadiços com o movimento conjunto da política econômica do governo, taxaram a decisão de irresponsável e que , por conta dessa ação, logo será sentido o impiedoso golpe do mercado na economia brasileira… Tocaram os bumbos de guerra e declararam que a inflação voltará e as contas públicas se deteriorarão rapidamente, enfim, um show de mal humor e pessimismo incurável, verdadeiros profetas do fim da prosperidade do país.

Claro que há que se considerar que, se esses agentes, muitos deles conhecidos da TV e dos jornais e revistas, assim falaram, temos a grande de testemunhar que tudo poderá ser diferente, novamente.

Um dos que se levantaram contra a redução de juros foi Gustavo Loyola, ex-presidente do BC entre junho de 1995 e agosto de 1997.
Há que se sublinhar que este senhor teve destacada atuação em bancos privados no país, como o Itaú e foi responsável pela reestruturação do sistema bancário brasileiro, o famigerado PROER, que teria consumido cerca de 12% do PIB da época.
Pois bem, em entrevista a Agencia Estado, Loyola teria afirmado, categoricamente que “A credibilidade do BC está em xeque”! O agente financeiro crê que o autoridade financeira foi pressionada pelo governo para baixar os juros e assim agiu em defesa de uma ação populista.

Suas declarações foram além da acusação de interferência política e também procurou desmerecer a metodologia adotado pelo BC e desconfiar de sua capacidade técnica para manobrar neste cenário de crise nos países desenvolvidos: “O BC não convenceu. Não há evidências de que o mundo vai entrar em recessão tão rapidamente. Além disso, a inflação está acima da meta e as expectativas para o próximo ano apontam que ela também está distante dos 4,5%”.

Mas nada como poder usar a memória e contrariar aqulees que apostam no esquecimento para “dar conselhos” sobre o que é certo ou errado. Loyola, durante seu mandato do BC no governo de FHC, não conseguiu ou não fez porque baixar as altas taxas de juros, as taxas selic, anualizadas entre 1995 e 1997, variaram entre a mínima de 19% e a máxima de 26%. A inflação destes anos variou de 22,4% em 1995, 9,5% em 1996 e 5,22% em 1997.

Loyola fracassou quando esteve lá.

Nos últimos oito anos apenas uma vez o país estourou a meta inflacionária, foi em 2003. Desde 2005 a meta inflacionária do país é a mesma, 4,5%, podendo ser de 2,5% de mínima e 6,5% de máxima.

Em 2001 e 2002 a meta foi superada quando marcou 7,67% e 12,53, respectivamente. Em novembro de 2002 a inflação chegou a 3%, o equivalente a quase toda inflação do ano de 2006.

Quem esteve lá e nada conseguiu produzir de bom para o povo brasileiro, vem agora a público, a serviço do sistema financeiro que vive dos juros exorbitantes, dizer que o que o BC reduziu a taxa selic por pressão do governo, em flagrante perda de autonomia. A tão prezada “autonomia” só existe quando é para subir juros?
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Publicado em 01/09/2011 por em economia.

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