Palavras Diversas

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Aécio no Ig: nada com coisa nenhuma, um vazio cheio de pretensões

Com que armas Aécio pretende superar o tucanato paulista e superar-se?

Hoje o portal Ig divulgou uma entrevista realizada com o senador do PSDB, o mineiro Aécio Neves, nela o político pôde lançar-se como nome da oposição no embate com o governo e opção para 2014.

Em que pese a sabatina água com açúcar, bastante amigável por parte dos entrevistadores e sem qualquer pergunta que lhe causasse constrangimento, Aécio não conseguiu acrescentar em nada em relação aos seus parceiros da oposição, não trouxe qualquer idéia nova para o campo político-eleitoral em que pretende embrenhar-se. Nada, nenhuma afirmação desafiadora, viável ou duradoura.

Aécio, ajudado pela camaradagem do Ig, apenas lança sorrisos, tenta cooptar aliados do governo, como Cabral e Eduardo Campos e os quadros que os acompanham no PSB e PMDB.

Diz defender o legado de FHC, como o plano real, e subestima a necessidade do Bolsa Família, para ele inferior as conquistas econômicas deixadas pelo ex-presidente e colega de partido.  Só não defendeu a legalização da maconha, como FHC que se diz defensor, porque disse que “o Brasil não é cobaia”.

Tentou criar polêmica ao, maldosamente, dizer que Lula trabalha nos bastidores para ser candidato em 2014, mas que Dilma, sabendo, também busca a candidatura pela reeleição, ou seja, pela peculiar “ótica aecista”, Lula e Dilma já travam uma encruada luta pelo 13 em 2014.

A entrevista é um apanhado de “nada com coisa nenhuma”, é uma sinalização vazia de um pré-pré-candidato que, tenta agradar a oposição com afirmações mais duras contra Dilma, como dizer que a presidenta não é sincera e nem afeita a tal “faxina ética”, a agenda que a imprensa criou para seu governo, e ao atribuir nota 5 para a atual administração.

Esta nota é o símbolo da conversa amigável de Aécio: nem é mais baixa para não parecer um radical, sectário do quanto pior melhor, nem é mais alta para não soar mal com a oposição.  É um muro.  E ele fincou-se lá…
Mas, convenhamos, para o governo Dilma quanto menor a nota atribuída pela oposição ao seu desempenho, melhor se estabelece para o eleitorado como projeto político diferente daqueles que hoje festejam Aécio como novidade, mas que são os mesmos que quebraram o país juntos.

Cooptar para prosperar

Por outro lado Aécio busca cooptar governistas, como Cabral, Campos e Paes e ficar bem “na foto” com os aliados de Dilma.

Aécio não se atreve a partir para cima e definir, claramente, o espaço político que pretende trilhar e nem, tampouco, diz para o que vem. Se é para dizer o mesmo que ta aí, o governo o tem dito bem e, por isso, é legítimo de um discurso de continuidade vencedor.

O que deu a entender é que Aécio teme Lula em 2014, não que pense que Dilma será fácil, mas pelo fato de querer, e parece ser este um caminho já escolhido pelo tucano, se apresentar para o eleitorado lulista como alguém que possa fazer o que Lula fez, conciliar e fazer o país crescer, fisgando possíveis descontentes da nova classe média com o governo. O senador mineiro pensa ser este um caminho que embole o tabuleiro eleitoral e a cabeça do povo, buscará atrair adversários e se passar por progressista, mas mantendo conservadores, ideólogos e políticos, do governo FHC por perto, para agradar a “gregos e troianos” e ter alguma chance de vitória.

Aécio ainda não entrou em São Paulo

Mas para isso terá que superar o tucanato paulista, não apenas como o candidato do partido, mas autônomo o suficiente para pôr em prática sua estratégia sem magoar aliados vaidosos e raivosos e poder cruzar a fronteira do tucanato brasileiro: São Paulo.

Aí está a pedra no sapato de Aécio. Ele não convence os seus. Não parece legítimo, assim como foi sua fala no Ig, tal qual horário eleitoral pago, apenas fez-se bom moço, sem idéias originais e posicionamentos seguros.

Assim como quando foi flagrado embriagado no Rio de Janeiro e negou-se a fazer o teste do bafômetro, Aécio também não quis soprar a trombeta que anuncia a guerra que se aguarda para 2014 e apresentar-se como opção mais credenciada para a batalha, mesmo que os preparativos ainda estejam apenas no começo.

Em cima do muro ficou.

É muito pouco para quem se diz cansado de perder.
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Publicado em 30/08/2011 por em dilma rousseff.

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