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Óbvio, ululante! Até os minerais sabem dos factóides da Veja

O factóide que nem a embaixada americana acreditou… A “credibilidade” da Veja inexiste até entre os “seus”
Encontrei hoje no blog Opera mundi uma informação, que com certeza, não vai prosperar na grande imprensa brasileira: a revista semanal Veja fabricou uma história para comprometer o PT e, por tabela, prejudicar, ainda mais, o governo do presidente Lula em 2005.
Segundo documentos conseguidos pelo Wikileaks, até a embaixada americana não acreditava no factóide da Veja criado pelo periódico mais agressivo e manipulador contra o partido e Lula.
“Enquanto os opositores e a outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos”, afirmou o então embaixador americano na época.
Essa notícia vai circular sem qualquer destaque na imprensa e discretamente nos rodapés e tiras de textos que lhe darão pouca importância, além de pitadas de descrédito, temperadas pelos articulistas a serviço da desinformação.
Há cerca de um mês foi publicado, também discretamente e sem a devida repercussão que o fato mereceria, que a Polícia Civil de São Paulo, durante o governo tucano de Mário Covas, espionou o PT até 1999, ou seja, quatorze anos após o fim da ditadura militar, em plena democracia.  
Um caso que extrapola as funções do Estado, e muito pior, por se tratar de um governante que representava a principal agremiação política do país naquele momento, por governar os principais estados do país e o governo federal, e maior adversária do PT pela disputa de poder.
Por muito menos gabinetes de governos cairiam na Europa.
Por muito menos, fosse o PT quem tivesse feito tais espionagens contra o PSDB, utilizando o aparato do Estado, a imprensa e os opositores, de mãos dadas e raivosos, cairiam em cima, feito lobos no galinheiro, para destruir a imagem do partido e organizar manifestações políticas para arrasá-lo.
O cerco seria diário com notícias estrondosas nas capas dos maiores jornais, repercussões nas revistas e matérias ao vivo nos principais telejornais, até cair o governo e políticos do partido serem desmoralizados.
Bradariam por CPI’s e revirariam a república em busca da “verdade” e da defesa do Estado democrático de direito. 
Dois pesos, duas medidas… Aos amigos tudo…
Como o ocorrido tratava-se apenas de “um fato qualquer, sem nenhuma importância”, nem um pio, nem um editorial no Jornal Nacional, histericamente narrado por Arnaldo Jabor, nenhum artigo de Reinaldo Azevedo pedindo a cadeia para tucanos na Veja… Nada.
Essa é, infelizmente, a ética que a nossa imprensa, conservadora e partidária, tenta nos fazer crer que pratica e propaga com tamanha fidelidade.
Enfim, o que o Wikileaks revela, sobre (mais um) factóide da Veja, feita para auxiliar na queda de Lula em 2005 e macular ainda mais o PT para as eleições de 2006, não é nenhuma novidade, nem foi a última vez que ocorreu, pois até no meio mineral já é sabido qual é a verdadeira função da Veja…
Confira:

Wikileaks: Para EUA, Veja fabricou proximidade do PT com as FARC por objetivos políticos

No dia 16 de março de 2005, a revista semanal Veja publicou a matéria “Os Tentáculos das FARC no Brasil”, em que detalhava uma possível relação entre membros do PT (Partido dos Trabalhadores) com a guerrilha colombiana. O caso, porém, foi relatado pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília como um exagero, além de uma tentativa de “manobra política”. O documento da embaixada com o relato foi divulgado pelo Wikileaks.

Segundo a matéria, candidatos petistas teriam recebido 5 milhões de dólares da guerrilha durante uma reunião no ano de 2002, em uma fazenda próxima a Brasília. Na ocasião, membros do PT teriam se encontrado com o representante da organização colombiana no país, Francisco Antonio Cadenas, e acertado os detalhes. O objetivo seria financiar a campanha de reeleição do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

O partido, porém, negou as acusações e a Veja não conseguiu provas documentais sobre a transferência de dinheiro.

Para embaixada norte-americana, a revista “exagerou o real nível das relações entre as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o PT”, segundo o documento datado de março de 2005. Isso porque, após as acusações, membros da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, que de acordo com a revista, estavam infiltrados no encontro, não obtiveram provas concretas sobre o recebimento de dinheiro.

Citado pela embaixada norte-americana, o general Jorge Armando Felix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Abin e que acompanhou a investigação, afirmou que os documentos internos da agência citados pela Veja como provas foram “forjados”, já que não estavam nas formatações da agência.

“O que foi publicado é uma mistura de meias verdades e meias mentiras. Nós não temos qualquer documento oficial que prove que o encontro ocorreu”, afirmou o delegado e chefe da Abin, Mauro Marcelo, também citado no despacho.

No documento, fica explícito o estranhamento do embaixador norte-americano em relação a demora de três anos para divulgação do possível financiamento. “A história mais parece uma manobra política. O que é incontestável é que os membros do PT e representantes das FARC estiveram juntos em um encontro, mas não há provas de colaboração financeira”, disse.

Para ele, o que deveria ser uma denúncia importante tornou-se uma ferramenta arquitetada pela Veja para minar a candidatura de Lula ao segundo mandato. “Enquanto os opositores e a outros veículos de comunicação estão notavelmente desinteressados em prosseguir com as acusações e investigações, parece que a Veja está exagerando os fatos”, conclui o embaixador.

Opera Mundi


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Publicado em 25/08/2011 por em Uncategorized.

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