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América do Sul coordenada contra crise do mundo desenvolvido

A UNASUL é o potencial embrião de uma integração política  da América do Sul

Conforme foi publicado aqui no Blog na semana passada, Guido Mantega, ministro da Fazenda, está articulando com os países do UNASUL, medidas comuns para proteger a região de eventuais efeitos negativos na economia regional produzidos pela crise que atinge o mundo desenvolvido.

Isto se confirma, segundo informação da Reuters, na intenção dos países sul americanos criarem um fundo comum anticrise. Estes países possuem, juntos, cerca de US$ 500 bilhões em reservas internacionais e esta articulação só terá sucesso se o Brasil, detentor de cerca de 70% deste montante for capaz de aglutinar os interesses comuns dos diversos países da região.

Este caminho parece viável e com grandes possibilidades de lograr êxito.  Hoje a América do Sul é governada por uma maioria de governos que priorizam o interesse nacional e regional, com forte redução da influência norte americana nos assuntos regionais.  Existem, ao menos, 8 governos locais, democraticamente eleitos e bem avaliados, desalinhados com os EUA e com forte inclinação para uma integração política e econômica do continente concreta.

América do Sul pode criar fundo anticrise 
Ministros das Finanças sul-americanos devem entrar em acordo na sexta-feira para criar um fundo anticrise ou reforçar o existente Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) a fim de garantir a assistência financeira às nações com desequilíbrios, disseram autoridades na quinta-feira. 
O ministro da Fazenda brasileiro, Guido Mantega, disse a jornalistas que os ministros, que irão se reunir em Buenos Aires para avaliar uma defesa comum diante das turbulências nos mercados globais, poderão decidir incorporar as duas maiores economias sul-americanas –Brasil e Argentina– ao Flar. 
“Vamos conversar sobre a entrada de novos países ao Flar, como Argentina ou Brasil, para que aumente o poder de fogo do Flar”, disse Mantega, acrescentando que os ministros analisarão também os mecanismos de “swaps” de moedas usados na Ásia desde 2010 como proteção anticrise. 
Mas os ministros também poderão decidir criar um novo fundo, sinalizou à Reuters o vice-ministro da Economia da Argentina, Roberto Feletti.

“Não se está falando de cifras neste momento. A região tem mais de 500 bilhões de dólares de reservas, por isso os bancos centrais têm forte capacidade de intervenção frente a movimentos especulativos”, explicou.

Feletti disse que, além disso, os ministros buscarão na sexta-feira “fortalecer instituições bancárias de desenvolvimento da região como a CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), acelerar a constituição do Banco del Sur e avançar em um esquema de multilateralismo de pagamentos.”

PROTEÇÃO FINANCEIRA
Mantega destacou que a criação de um fundo de proteção anticrise é uma tarefa difícil no curto prazo.

Ao chegar à capital argentina na quinta-feira, ele explicou que os ministros criarão “uma comissão de países para estudar como fortalecer o Flar ou outros mecanismos” e acrescentou que “amanhã (sexta-feira) deveremos ter resultados.”

Contudo, afirmou que “não é fácil criar um mecanismo” de forma imediata e que “nós podemos amanhã (sexta) definir um protocolo de intenções para criar um mecanismo para fortalecer o Flar”, embora considerou que o mecanismo dos países asiáticos de “swaps” de moedas “é mais forte”.

“Temos que pensar em algo maior que o Flar para proteger financeiramente nossos países, algo como fizeram os países asiáticos, que fazem ‘swaps’ entre eles”, disse Mantega.

O Fundo Latino-Americano de Reservas, com sede em Bogotá, foi criado em 1978 e está formado atualmente por Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Uruguai e Venezuela, segundo informações de sua página na Internet.

A entidade, que tem o objetivo de blindar seus integrantes contra as dificuldades financeiras, capta recursos no mercado e emite títulos.

Guido Nejamkis / Reuters

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Informação

Publicado em 15/08/2011 por em economia.

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