Palavras Diversas

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A verdadeira crise brasileira: declínio moral e técnico do futebol

Teixeira encontrou em Mano um ótimo “relações públicas” para a seleção, as preocupações são outras…

O Brasil vive uma crise que se arrasta desde 2010. Mas a crise que existe é no futebol brasileiro, desde a fatídica eliminação na copa do mundo para os holandeses.

Passado este momento começou uma sequência de decisões, fora de campo, que levaram a uma edição proposital da história recente da seleção comandada pela CBF: a imagem do técnico Dunga foi sendo apagada, pouco foi dito sobre sua trajetória de vitórias a frente da seleção canarinho, apenas explorou-se, exageradamente, a culpa pela eliminação na África do Sul e todos os problemas possíveis que pudessem ser colocados na conta do ex-treinador.

Mas os problemas vão além dessa tentativa de ‘zerar” a relação com jogadores e imprensa pós Dunga.

A crise moral se estabeleceu na CBF, envolvendo diretamente a imagem de Ricardo Teixeira, há mais de 20 anos presidindo o órgão máximo do futebol brasileiro, com uma série de denúncias sobre o cartola.

Dentro de campo o que se vê são sequências de resultados abaixo do potencial da seleção brasileira, sem ter conseguido vencer qualquer grande seleção, gabam-se apenas de pequenas vitórias sobre adversários inexpressivos no cenário internacional.

Mano Menezes, o bom moço, aquele que faz o que lhe pedem, sejam lá quem forem, convocou a dupla infernal santista e todos os jogadores que lhe solicitaram, abriu a concentração da equipe para a TV Globo poder cobrir, bem de perto, seu selecionado, distribui sorrisos e cumprimentos generosos, mas não consegue alcançar resultados que estejam a altura da camisa amarelinha.

Esta semana o Ig publicou, após a derrota para a Alemanha, que Mano Menezes agradava ao comando da CBF pela sua boa relação com a imprensa, mas preocupava pelos resultados ruins em campo, em total oposição ao período em que Dunga dói o técnico.

Ou seja, preferem alguém que agrade aos seus superiores, esforço que vai além de cumprir suas obrigações, aos patrocinadores do que esperar resultados convincentes, o que fez Mano Menezes investir nas ferramentas da boa comunicação, como a reportagem informa:

“Fora de campo, Mano faz questão de agradar os patrocinadores da CBF. Vai a festas e eventos das empresas, conversa com executivos e mantém uma boa imagem. Nesse quesito o técnico recebe o auxílio de sua esposa, que foi diretora de recursos humanos de uma empresa de exportação de tabaco no Rio Grande do Sul e hoje administra a carreira do técnico”

Hoje temos uma seleção de futebol, patrimônio esportivo e cultural do povo brasileiro, rebaixada, na mediocridade, dentro e fora das quatro linhas. Seus “feitos” estão vinculados a vergonha, improbidade e declínio, moral e técnico.

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Um comentário em “A verdadeira crise brasileira: declínio moral e técnico do futebol

  1. A arte imita a vida, o mau caratismo imita o meio político brasileiro.

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Publicado em 13/08/2011 por em Uncategorized.

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