Palavras Diversas

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Fundamentos da economia brasileira calam a turma do "quanto pior, melhor"

A capa que a turma do contra, no veículo do contra, tá louca pra ver outra vez, com igual exagero

A crise dos países desenvolvidos vem provocando o rebaixamento de notas de classificação de risco de empresas e de alguns países, inclusive a dos Estados Unidos.

Hoje, segundo publicado na coluna de Guilherme Barros, a agência de classificação de risco japonesa R&I Ratings elevou nesta quinta-feira a nota do Brasil para “BBB”:

“De acordo com a agência, a nota do País foi elevada devido à solidez da economia brasileira. Segundo a instituição, o forte movimento de ascensão social das pessoas das classes D e E para a classe média, com o fortalecimento do mercado interno, é um dos aspectos que blindam o País contra efeitos mais drásticos de uma possível piora do ambiente externo.

“Em consideração a esses fatores, embora as perspectivas para a economia global tenham se verificado mais sombrias, a gestão fiscal e do ambiente econômico no Brasil têm mostrado maior estabilidade”, destacou a agência de classificação de risco em seu comunicado.”

Ou seja, o país continua emitindo sinais confiáveis da pujança e da solidez de sua economia tem recebido aprovações das agências de risco quanto as suas políticas macroeconômicas que vem adotando e que parecem as mais adequadas para resistir ao solavanco de mais uma crise econômica de grande intensidade.

“Quanto pior, melhor”
Apesar de todos os sinais positivos externos e do acerto da equipe econômica do governo, ainda existem àqueles que desdenham de nosso cenário e prevêem o pior dos cenários a qualquer espirro que o mundo desenvolvido dá lá fora. Não aprenderam com o episódio de 2009 e novamente crêem no “quanto pior, melhor”. A grande maioria que canta este refrão é brasileiro, de nascença, ao menos.

Os economistas do Itaú Unibanco, traçaram alguns cenários, em um deles, o pessimista, com EUA em recessão e a economia global crescendo pouco, teceram a seguinte afirmação:

“Sob estas condições, desacelera-se o crescimento do Brasil, o preço das commodities recua, a taxa de câmbio desvaloriza-se e a inflação cede.”

Querem dizer o seguinte: país em recessão, possibilidade clara de desemprego em massa e queda considerável das receitas das empresas e do comércio exterior brasileiro.
Talvez Miriam Leitão tenha sido consultada por esta instituição bancária para desenharem cenário tão negativo.

Experiência adquirida
Por outro lado a presidenta declarou preocupação com este momento e empenho do governo em enfrentar quaisquer respingos que esta crise possa ter no Brasil, reafirmando o compromisso de não adotar medidas recessivas, pelo contrário, promovendo investimentos para manter engrenada a economia.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, está articulando com os países do UNASUL, medidas comuns para proteger a região de eventuais efeitos negativos na economia regional.

A notícia positiva e que traz mais credibilidade as afirmações do governo e as agências de risco, refere-se ao recorde alcançado pelas reservas cambiais brasileiras, importante recurso para fazer frente a graves crises internacionais, conforme publicou a Reuters:

“As reservas internacionais brasileiras superaram pela primeira vez na história a marca de 350 bilhões de dólares, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta quinta-feira.
Com base no conceito liquidez internacional, as reservas alcançaram 350,881 bilhões de dólares na véspera, valor recorde.

O número representa um crescimento de quase 70 por cento frente aos 206,486 bilhões de dólares registrados no final de setembro de 2008, mês em que a crise global se agravou.

… presidente da República, Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda Guido Mantega, e o presidente do BC, Alexandre Tombini, vêm reiterando que as reservas são um dos instrumentos que permitirão ao Brasil manter-se firme caso haja uma deterioração no cenário internacional, lembrando que o país atualmente está mais bem preparado para absorver choques externos do que em 2008.”

O que se pode compreender deste momento e toda a apologia do temor feito por alguns é que estes, que pintam o fundo do poço no caminho, não admitem a possibilidade do país novamente vencer esta crise, não querem enxergar a robustez do Brasil e suas melhores potencialidades de superar esta onda pessimista mundo afora. O que colocam em jogo, aquilo que justamente os impedem de enxergar a grandeza do povo brasileiro, são armas carregadas e voltadas contra os maiores patrimônios do país: sua soberania nacional e a preservação dos interesses da maioria da população brasileira.

Ignoram, de maneira absurda, o fato de que o comando político do país manteve-se o mesmo desde 2009, mudando nomes, mas mantendo o projeto nacional vencedor. Dilma e Mantega ajudaram a vencer a crise de 2009 e estão aí, novamente em linha de frente e mais calejados, para encarar esta nova situação.

Estes não fazem previsões responsáveis, mas tentam apavorar a opinião pública, o que pode provocar a retenção de investimentos e a deterioração do panorama do ambiente macroeconômico, apenas pela veiculação viral do medo como forma de argumentação.

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