Palavras Diversas

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Impasse sobre o teto da dívida americana expõe um Obama sem horizontes

Jimmy Carter, outro presidente democrata, também teve que enfrentar o  impasse sobre o teto da dívida

O impasse sobre o limite do endividamento do Estado americano se arrasta e se transforma em batalha política, com vista privilegiada para 2012. Após a aprovação de um projeto pela Câmara, de maioria republicana, o senado, de maioria democrata, rejeitou.

A crise é séria e demonstra o esgotamento, lento, da economia americana, comprometido pelos altos gastos militares que, entre outras causas, que tornam necessários o aumento do limite do endividamento do estado, ano após ano. 
Desde 1960 este teto foi elevado 78 vezes! 
Em 1979, durante o governo de outro democrata, Jimmy Carter, este problema também foi vivenciado pelos americanos. Um quase-calote. Como ocorre hoje, o Congresso demorou para votar a elevação do teto da dívida para US$ 830 bilhões. Apesar da aprovação da proposta, não houve tempo de o governo emitir cheques para honrar a dívida com todos os seus credores, adiando os pagamentos que totalizavam US$ 122 milhões a investidores com títulos que venceriam em 26 de abril, 3 e 10 de maio daquele ano. O Tesouro dos EUA não considerou o fato como um calote (ainda que momentâneo), mas apenas um problema técnico.
Jimmy Carter, na tentativa de reeleger-se, foi derrotado por Ronald Reagan em 1980.
Desde Reagan apenas Bush pai não conseguiu a reeleição.
Hoje o mundo aguarda, ansioso o desfecho desta crise, que, pelo seu estágio avançado, já poderá ter contaminado as economias de muitos países, essencialmente na Europa e poderia, ainda, espalhar-se para o planeta inteiro, como em 2009.

Teto da dívida divide o Congresso dos EUA
O Congresso americano enfrenta um racha partidário envolvendo o aumento do teto da dívida pública dos EUA e cortes orçamentários. Na noite desta sexta-feira, o Senado, de maioria democrata, rejeitou um projeto que havia acabado de ser aprovado na Câmara dos Representantes (deputados federais), de maioria republicana.
A medida já era esperada, já que o projeto republicano foi fortemente criticado por parte do presidente Barack Obama e de seus aliados.

O plano, proposto pelo presidente da Câmara, o republicano John Boehner, e aprovado por 218 votos a 210 na Casa, previa a elevação do teto da dívida dos EUA – atualmente em US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) – em US$ 900 bilhões, o que permitiria o pagamento de dívidas por mais alguns meses, além de cortes orçamentários estimados em US$ 917 bilhões e mudanças constitucionais para tentar equilibrar o orçamento.

Mas os democratas dizem que o projeto forçaria o Congresso a votar em uma nova extensão do teto da dívida daqui a alguns meses – em meio à corrida eleitoral presidencial de 2012 –, em uma repetição das desgastantes discussões partidárias em curso atualmente.

O Senado e a Casa Branca tentam votar um projeto que aumente mais o teto da dívida – em US$ 2,5 trilhões – e que promova cortes orçamentários de US$ 2,2 trilhões.

Caso o impasse do teto da dívida não seja resolvido até 2 de agosto, os EUA não terão como cumprir com todas as suas obrigações financeiras, o que pode forçar uma moratória com prováveis impactos na economia mundial.

‘Morto’

Pouco antes da votação, Boehner disse ao Congresso que os republicanos haviam tentado “seu melhor” para tentar obter um consenso.

“Me arrisquei muito para tentar obter um acordo com o presidente”, declarou Boehner, em referência às negociações fracassadas com a Casa Branca.

Em seguida à votação na Câmara, o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que o projeto aprovado pelos republicanos “já chegou morto”.

“Agora que fizemos mais um exercício político, com o tempo contra nós, os líderes precisam começar a trabalhar juntos imediatamente para chegar a um comprometimento que evite a moratória e estabeleça as bases para uma redução balanceada do deficit”, declarou Carney, em comunicado.

Obama tembém pediu, em discurso, que a população pressionasse seus congressistas para dar fim ao impasse, reiterando que qualquer acordo terá de ser bipartidário.

O presidente disse que se os EUA perderem sua nota de crédito AAA – a mais alta fornecida pelas agências de classificação de risco e que indica pouco risco de calote – não será porque o país não é capaz de pagar suas dívidas.

“Será porque não tivemos um sistema político AAA que fizesse frente a nossa nota de crédito AAA”, declarou.

BBC Brasil

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Publicado em 30/07/2011 por em Uncategorized.

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