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Humala assume o governo para promover a mudança que os peruanos anseiam

Humala recebe Dilma na solenidade de posse: Peru aproxima-se dos vizinhos para integrar-se ao continente

A posse de Ollanta Humala foi saudada pelos governantes populares latinoamericanos como uma espécie de passe de entrada para o Peru na América Latina, pelo primeiro governo de esquerda eleito naquele país.

Por outro lado a população local espera a realização dos discursos de esperança por um Peru justo e fraterno.
Grupos de mulheres cobram a responsabilidade criminal do Estado pelas esterilizações em massa, de mulheres pobres, cometidas durante a ditadura de Fujimori, abrandada pela mídia regional com apenas um governo de reformas neoliberais.
Humala terá que se equilibrar, nos primeiros seis meses de governo, para não desagradar aqueles que o elegeram, nem tampouco amedrontar os peruanos que votaram em Keiko.
Para cumprir o discurso de mudança social e de inclusão da grande maioria dos mais pobres, Humala disse que seguirá o exemplo moderado de Lula e conduzirá seu país para um modelo de gestão que combata a pobreza extrema e defenda os interesses nacionais, mas respeitando os contratos vigentes e as liberdades individuais.
Mas a meu ver, sua maior declaração, a mais importante, a que de fato demonstra que seu governo pode significar um marco para seu país, foi, em seu juramento de posse, renegar a constituição golpista e concentradora de poder no Executivo de Fujimori.  Este ato revela compromisso com a democracia e o respeito as instituições nacionais.
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Humala ignora era Fujimori e faz juramento à constituição do Peru de 1979

Lima (Peru) – Durante as solenidades de posse de Ollanta Humala como presidente do Peru, o juramento foi marcado por um “drible” e um recado claro. Se os peruanos aguardavam ansiosos pelo discurso do novo mandatário, o primeiro nome de esquerda eleito democraticamente, o primeiro sinal de mudança veio com a opção de Humala de prestar juramento à constituição de 1979, e não à vigente, promulgada em 1993.

No governo a partir de 1991, Alberto Fujimori deu um golpe de Estado – chamado por ele de “autogolpe” – no ano seguinte. O Congresso foi dissolvido e houve intervenção no Judiciário. Apenas em janeiro de 1993 é que o país voltou a ser regido por uma constituição. O texto de 1979 foi promovido quando o Peru vivia sob governos militares, com Morales Bermúdez como presidente.

Ainda assim, a constituição de Fujimori, que ainda vigora, dá mais poderes ao Executivo do que a anterior, elaborada um ano antes da volta de um presidente civil ao governo. A sinalização de mudança indica maior disposição ao diálogo e respeito ao Legislativo.

Brunna Rosa / Rede Brasil Atual

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Publicado em 28/07/2011 por em Uncategorized.

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