Palavras Diversas

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O "céu de brigadeiro" de Dilma: crédito, acesso a banco e salários em alta

IPCA, índice oficial de inflação segue recuando, não seria a hora da Selic estabilizar ou recuar também?

Crédito e acesso a contas bancárias
As informações desta semana dão conta que quase 50% da população brasileira já possui contas bancárias, apesar do percentual ainda não acomodar a maioria, já representa recorde histórico.
Em 2007 apenas 33% possuía acesso aos bancos, em quatro anos o crescimento correspondeu a 13% pontos percentuais e hoje está em 46,5%.
Este crescimento repercute, também, no acesso ao crédito, outro valor que tem crescido continuamente desde 2003, o que impulsionou o consumo interno e a possibilidade da nova classe média brasileira poder financiar seu imóvel próprio, comprar um carro novo e renovar seus eletrodomésticos, resultando em um ciclo virtuoso: geração de mais empregos e crescimentos de salários.
Salários crescentes e redução da pobreza
Os salários apresentaram um crescimento real de 56% de 2003 a 2010, outro dado extremamente positivo.  Para se ter idéia do isso significa, de 1995 a 2002, período da estabilização da inflação em patamares razoáveis, portanto comparável, o crescimento real foi de apenas 29,8%.
O avanço dos salários no governo Lula foi o principal responsável pela diminuição da pobreza no país. Entre 2003 e 2009, a nova classe média ganhou 29 milhões de pessoas: até 2002 esses brasileiros representavam 37,6% da população e hoje representam mais da metade do país, 50,5%. 
As classes D e E, que formavam a maioria da população em 2002, 54,8%, hoje chegam a apenas 39,9% dos  brasileiros. 
Entre 2003 e 2010 caiu de 28,1% para 13,5% o total de brasileiros que sobreviviam com renda inferior a R$ 137 por mês. Isso significa que o número de miseráveis caiu à metade desde então.
Folha de pagamento em alta em maio
Apesar da política de aperto fiscal implementada pelo Banco Central, estes dados parecem não ceder.  Segundo o IBGE, a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria cresceu 0,4% em maio ante abril, na comparação com maio do ano passado, o valor da folha de pagamento real avançou 5,0%, a 17ª taxa positiva consecutiva.  Em 2011, a folha de pagamento acumula alta de 5,9% e, em 12 meses, de 7,6%.
Os destaques foram registrados nas atividades de meios de transporte (15,9%), alimentos e bebidas (5,9%), máquinas e equipamentos (6,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,5%), metalurgia básica (6,9%) e minerais não metálicos (7,0%). Já os impactos negativos mais relevantes foram apontados por papel e gráfica (-12,8%) e calçados e couro (-5,1%).
Na mesma comparação, o valor da folha de pagamento real mostrou expansão em 13 dos 14 locais pesquisados.
Ou seja, apesar de uma certa ortodoxia do Copom, com a subida da taxa selic desde janeiro, para arrefecer o crescimento extraordinário da economia em 2010, para que não exceda capacidade produtiva do país, gerando desabastecimento e inflação, os dados positivos continuam visíveis.
E são justamente estes resultados, experimentados expressivamente desde 2003, que devem ser preservados e aprofundados pelo governo Dilma.  A equipe econômica deve mirar no crescimento econômico do país, mas também nas equações políticas que levem ao desenvolvimento social do povo brasileiro e que seja possível aprofundar todas as conquistas adquiridas até hoje.
A política de juros altos parece ter freado a inflação, que não passou de pressões sazonais e pontuais no primeiro semestre, os últimos índices tem mostrado recuo forte.  Para manter o país no rumo de expansão do PIB a taxas suportáveis para a infraestrutura brasileira, talvez seja o momento de cessar os ajustes estabelecidos pelo Copom e, se não for possível baixar a taxa selic agora, ao menos mantê-la onde está por pouco tempo.
O horizonte a ser percorrido precisa considerar a boa imagem do retrovisor, para seguir andando em frente com um sólido referencial de crescimento econômico, solidez dos indicadores macroeconômicos e desenvolvimento social, que elevaram a qualidade de vida da maioria do povo brasileiro e tornaram o Brasil um país referência no combate a desigualdade.
Com informações do R7 e IG

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Informação

Publicado em 10/07/2011 por em economia.

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