Palavras Diversas

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Nascimento: é o alto custo de uma coalizão heterogênea pela governabilidade

Nascimento, faz parte do custo elevado da coalizão fisiologista  para haver maioria parlamentar



A queda do ministro dos transportes, Alfredo Nascimento, faz parte do alto custo que o governo tem pago para manter alguns aliados que garantam a governabilidade, sustentada por votos no Congresso.
Este problema tem sido enfrentado desde 2003 e parece longe de ter fim.

A formação de um gabinete de governo mais homogêneo e sólido, no parlamento e junto da sociedade civil organizada, tem se mostrado um grande obstáculo para manter a administração pública longe das garras de aliados de última hora e de nacos fisiologistas que negociam, historicamente, apoio partidário e votação fiel no Congresso em troca de cargos.

Dilma conseguiu, graças a ótima avaliação de Lula, obter um congresso mais favorável, com ampla maioria, na Câmara e no Senado.
Mas qual é o percentual deste apoio que, realmente, patrocina, que seja por programa político ou atuação destacada em prol dessas ações, as transformações sociais que Lula iniciou e Dilma continua?

PT, PDT, PSB e PCdoB, além de setores mais a esquerda do PMDB aumentaram suas bancadas, a chamada ala progressista do governo.  Destes partidos o eleitorado conduziu ao Congresso cerca de 180 deputados.

Mas por outro lado, setores mais a direita do PMDB, PP, PTB, PRB e PR também conseguiram eleger, juntos,  uma considerável bancada, e, dentro do balaio desta coalizão, ocupam espaços demarcados, tratados como “sesmarias políticas” no seio do governo.   A ala governista ao centro e à direita, elegeu cerca de 160 deputados.

Resultado disso tudo: a governabilidade é travada em discussões e conflitos movidos pela heterogeneidade de defesas políticas e pela presunção da certeza ideológica de ambos os lados.

Quando o governo vai bem em seus propósitos políticos e administrativos, e tem sido assim até então, as diferenças se acomodam e a autoridade do chefe de Estado se sobrepõe a qualquer solavanco deste tipo.

Mas e se as relações se estremecerem?  
Será que outro Roberto Jefferson será cunhado?
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Publicado em 06/07/2011 por em Uncategorized.

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