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Vitória de Graziano na FAO simboliza a "fome"do Brasil por justiça social

Esperança: Experiência brasileira do programa “Fome Zero” pode ajudar a combater a fome na África

José Graziano é eleito para Direção-Geral da FAO

O brasileiro José Graziano foi eleito neste domingo para a direção-geral da FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação.

Ex-ministro de Segurança Alimentar do governo Lula, Graziano exercerá o seu mandato entre janeiro de 2012 e julho de 2015. Desde 2006, ele atuava como representante da agência na América Latina e no Caribe, com destaque no plano “América Latina e Caribe sem Fome”, que levou os países da Região a se tornarem os primeiros a assumir, em nível mundial, o compromisso de erradicar a fome antes de 2025.

A eleição ocorreu neste domingo (26/06) durante a 37ª Conferência da FAO, em Roma.  Sua candidatura foi apoiada por Lula e pela presidente Dilma Rousseff.

Graziano vai substituir o senegalês Jacques Diouf, que permaneceu por 17 a anos à frente da agência. Ele deixará a direção do órgão em um momento em que a alta nos preços de alimentos tornou-se uma preocupação global, discutida nos principais foros internacionais.

Orçamento minúsculo da FAO: reflexo da indiferença das potências mundiais

Criada em 16 de outubro de 1945, a FAO concentra os esforços dos 191 países membros, mais a Comunidade Europeia, pela erradicação da fome e da insegurança alimentar.

O pequeno orçamento da agência, se comparado ao de outras instâncias da ONU, é considerado um dos entraves à atuação mais abrangente do órgão. Para o biênio 2010/2011, a FAO o orçamento é de US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bilhão) , com mais US$ 1,2 (R$ 1,9 bilhão) advindos de doações voluntárias.

Outro problema com o qual Graziano deverá lidar são as divergências entre os países quanto à produção de biocombustíveis (apontados por algumas nações como os principais causadores da inflação nos alimentos).

Vitória de Graziano é o reconhecimento do sucesso brasileiro no combate a fome

A Vitória de José Graziano para direção-geral da FAO, na ONU, representa a inequívoca percepção internacional do sucesso das políticas públicas implementadas a partir do governo Lula que, entre tantos resultados alcançados, possibilitaram a saída de cerca de 40 milhões de pessoas da extrema pobreza e que poderia ser utilizado na África, para amenizar o sofrimento de milhões de pessoas que ficam a mercê da própria sorte, ignorados pelas potências mundiais e pela mídia hegemônica.

A presidenta Dilma assim classificou a vitória de Graziano:

“A vitória do candidato brasileiro reflete, igualmente, o reconhecimento pela comunidade internacional das transformações socioeconômicas em curso em nosso País – que contribuem de forma decisiva para a democratização de oportunidades para milhões de brasileiras e brasileiros -, bem como o compromisso do Brasil de inserir o combate à fome e à pobreza no centro da agenda internacional. Um objetivo possível de ser alcançado com o fortalecimento do multilateralismo e com o aprofundamento da solidariedade e da cooperação entre as nações e os povos”.

Como ministro, Graziano coordenou o programa Fome Zero, principal bandeira do início do governo Lula.

Com informações da Reuters Brasil, G1 e Agência Brasil

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Publicado em 26/06/2011 por em Uncategorized.

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