Palavras Diversas

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O povo paga a conta da crise européia: economia grega se esfarela

Grécia e Portugal: economias fragilizadas, futuro comprometido

A guinada à direita com mais arrocho e recessão

Como dito em um post anterior sobre as diferenças dos atuais momentos sociais e econômicos vividos por Europa e América Latina, a notícia do plano de contenção da crise na Grécia é de uma dramaticidade penosa…Para o seu povo.

Só para se ter uma idéia, quando o Brasil, durante o governo de FHC (que ontem completou 80 anos e não perdeu a oportunidade de falar mal de Lula, Dilma e o PT, suas obsessões), o Brasil tomou empréstimos junto ao FMI de cerca U$47 bilhões, na época estas cifras correspondiam a aproximadamente 10% do PIB brasileiro.
A Grécia necessita de um socorro equivalente a 50% de seu PIB!
Sua dívida pública que se aproxima dos 150% da soma de todas as suas riquezas!

No caso brasileiro aqueles empréstimos custaram a perda de milhares de empregos, queda acentuada da massa salarial, redução drástica da capacidade de investimentos do setor público, esforço hercúleo para gerar superavits fiscais para pagar a dívida, aumento de impostos e a criação da CPMF, além de privatizações do patrimônio público, o caso grego, logo será também Portugal, é dramático!

Exigem os organismos internacionais de crédito a privatização de todas as empresas públicas, redução de salários, aumento absurdo de impostos e demissões em massa no setor público, entre outras medidas impopulares!
Um arrocho contra o povo grego, exemplo drástico de onde os ajustes são mais severos: sobre a população trabalhadora e indefesa.

A América Latina segue ampliando suas políticas de combate a pobreza e de inclusão social.
A Europa presencia a falência de políticas que não privilegiam a inclusão e a defesa nacional de empregos e das economias locais, em nome da integração política e econômica, que destrói países e sustenta economias ainda pujantes no continente.

Grécia anuncia plano para conter crise econômica

Nem mesmo o anúncio de um novo pacote de medidas foi capaz de conter a queda das principais bolsas de valores mundiais, que registraram forte queda nesta sexta-feira (10). Com uma dívida pública que chega a 327 bilhões de dólares, o que representa quase 150% do seu PIB, a Grécia apresentou plano de austeridade numa conjuntura de intensos protestos e muitas dúvidas sobre sua capacidade de reverter este “sombrio panorama”, como definiu o jornal El País.

Depois de receber um empréstimo da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) de 110 bilhões de euros, a Grécia ficou na obrigação de promover grandes reformas para obter outra parcela no mesmo valor. Para alcançar este objetivo, o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, encaminhou um plano de austeridade que deve ser votado no dia 28 de junho.

No mesmo momento, dezenas de milhares de gregos foram às ruas de Atenas para protestar contra o pacote que irá cortar gastos com programas sociais e em áreas vitais como saúde e educação. Empregados de companhias estatais, que devem ser privatizadas, realizaram uma greve de 24 horas e servidores públicos também paralisaram por algumas horas.

Com previsão de redução de despesas em 28,3 bilhões de euros, estas medidas preveem mais impostos, sobretudo para os gregos com rendimentos mensais superiores a 10 mil euros. Empresas estatais também serão privatizadas para somar 50 bilhões de euros até 2015 aos cofres gregos.

Além de aumentar os impostos já existentes, também serão criadas as taxas sobre propriedades e sobre vendas e bares e restaurantes que passam de 13% para 23%. Outra ação será um controle mais rígido das folhas de pagamento de programas sociais, cortes em bônus de aposentadoria e redução acentuada nas contratações do governo em 2011. Estas intervenções pretendem reduzir para 7,5% do PIB o déficit este ano e para 3% até 2014 e 1% no ano seguinte.

Vivian Virissimo / Sul 21

Um comentário em “O povo paga a conta da crise européia: economia grega se esfarela

  1. Bel Brunacci
    11/06/2011

    O triste é pensar que Portugal e Espanha, ao optarem pelo estado do bem estar do capital, em detrimento do estado do bem estar social, elegendo a direita em recentes eleições, tomam o mesmo (des)caminho da Grécia…

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Informação

Publicado em 11/06/2011 por em economia.

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