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A visita de Chávez: mídia desdenha a integração regional em nome de "fatores exógenos"

Fundadores do Banco del Sur: agenda ignorada pela grande imprensa

A agenda positiva da integração regional, com o Brasil no centro das negociações comerciais com seus vizinhos, não se lê, não se vê e não se repercute, com a sua devida relevância, na imprensa conservadora brasileira.

Pois bem, Brasil e Venezuela firmaram diversos acordos comerciais e de cooperação, incrementando ainda mais as relações binacionais.  Com a vitória de Ollanta Humala no Peru, a tendência é de fortalecimento dos organismos políticos e econômicos da América do Sul, como a Unasul e o Banco del Sur.  A integração dos países vizinhos escancara um tempo de grandes oportunidades para a aproximação entre iguais em diversos problemas sociais e políticos, apesar de diferenças culturais imensas.

Mas o que se vê na cobertura midiática da grande imprensa são poucas linhas e tempo destinados a cobertura da agenda positiva e de integração de países e um excesso de “disse-me-disse”, futricas, desdém e mal humor dos agentes da subserviência aos interesses externos ao continente, que ocupam postos importantes na mídia.
A informação chega a poucos e quando chega, desviada para pormenores e intriga políticas inservíveis.
Uma imensa cortina de fumaça criada para embaçar a defesa dos “fatores exógenos” aos interesses sulamericanos que Chávez afirmou existir e que só serve para dificultar a paz e a unidade dos países da região.

Uma pena.

Excessões existem, entre tantos outros, publicamos o post do portal “Agência Brasil”, com uma cobertura atenta a importância da visita de Hugo Chávez ao Brasil.

Chávez apela para união dos países latino-americanos contra “fatores exógenos”


Brasília – Em meio a elogios ao Brasil e declarações de amizade à presidenta Dilma Rousseff, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apelou hoje (6) para que os países latino-americanos se unam em torno de objetivos comuns. Chávez disse é necessário afastar os “fatores exógenos” que geram ameaças de violência e comprometem a paz na região.
“Temos de consolidar nossa área como uma zona de paz. Não queremos bombardeios nem golpes de Estado. Não queremos fatores exógenos. Somos unidos e integrados”, afirmou Chávez, após assinar dez acordos de cooperação com Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.


Em seguida, Chávez acrescentou que é fundamental correr contra o tempo para por em prática os acordos firmados. “Não podemos perder um dia sequer. Na demora está o perigo, porque o mundo anda muito rápido”, afirmou ele, citando um herói da revolução comandada por Simón Bolívar, que levou à independência colônias espanholas na América do Sul.


“O Brasil e a Venezuela estão desenvolvendo um novo modelo de relação. Estamos criando um modelo de cooperação econômica, social e política”, completou o presidente venezuelano. Antes, porém, disse que o objetivo é fechar o acordo que vai permitir à Venezuela comprar aviões da Embraer.


Dilma e Chávez assinaram dez memorandos de parceria. Os acordos envolvem uma carta-compromisso para o fornecimento de nafta e derivados, cooperação nas áreas de normalização e regulação técnica, e parceria para instalação de um centro de diagnósticos para a produção de sementes na Venezuela.


Os dois presidentes também definiram parcerias para sustentabilidade socioambientais nas áreas de Sucre e Orinoco, na Venezuela, além de acordo de extensão temporária de trabalho, assessoramento para o desenvolvimento de cadeias produtivas e termos de cooperação científica na área de biotecnologia.


Nos encontros de hoje, Chávez e Dilma firmaram ainda acordos para a integração produtiva de máquinas e equipamentos, monitoramento do comércio e parceria para erradicar a febre aftosa.


Apenas em 2010, o comércio entre Brasil e Venezuela movimentou US$ 4,6 bilhões, um crescimento de 11,8% em relação a 2009. As exportações brasileiras alcançaram US$ 3,8 bilhões. Os venezuelanos compram do Brasil diversos produtos, em especial frango desossado e carne bovina, enquanto os venezuelanos vendem para os brasileiros, principalmente, petróleo e derivados.

Renata Giraldi/ Agência Brasil
*Colaborou Yara Aquino



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Informação

Publicado em 06/06/2011 por em Hugo Chávez.

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