Palavras Diversas

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“Brasil sem miséria” o grande mérito: hegemonizar a pauta da justiça social

No dia em que o governo Dilma lançou seu mais ambicioso programa social, a presidenta foi mais longe: tenta trazer para o senso comum a idéia de que a miséria não pode ser naturalizada e que combatê-la é possível, vencê-la também.
O Estado não conseguirá sem o rechaço de uma fracassada visão fatalista de que a pobreza extrema é inevitável nas sociedades contemporâneas e que, portanto, fazem parte da paisagem.
Dilma lança a ambição de uma sociedade sem miseráveis, em que a sociedade e os organismos do Estado em suas mais diferentes esferas de poder precisarão estar juntos para prevalecerem.
Não é um desafio qualquer, é um imenso desafio, que se conseguir o exuberante resultado de mobilizar todos os agentes envolvidos, já terá conseguido o maior dos resultados possíveis.

Não é fácil, nem, creio eu, seja possível seguindo este modelo econômico, baseado na acumulação de bens e de riquezas, extinguir a miséria com oportunidades plenas, mas acredito que a força motriz do Estado, quando empregando energias para combater as desigualdades mais profundas, aquelas que causam danos terríveis para gerações inteiras de famintos e desesperançados, o Estado esteja promovendo justiça social e passando uma clara mensagem para o conjunto da sociedade, especialmente para setores que pouco necessitam dele e que podem engajar-se no combate a esta mazela social, entendendo o bem comum como maior resultado, mesmo considerando desníveis que persistam de maneira mais suave.
É o grande mérito do “Brasil sem miséria”: acenar para a sociedade que é possível combater aquilo que ninguém quer enxergar.
“Combater a miséria é um dever de estado e temos que dar o exemplo. Mas, como é tarefa de todos, vamos fazer uma campanha institucional que valorize os demais responsáveis. Sem estigmatizar ou vitimizar os miseráveis. Vamos mostrar empresários que acolhem pessoas dos nossos programas, como os supermercados e o setor da construção civil”.

Dilma colocou em campo o IPEA para mapear a pobreza extrema no Brasil, observando suas peculiaridades regionais e seus aspectos comuns.
Governos sem ambições não se movem, nem mobilizam o seu povo.
O governo Dilma precisa mover-se, com um norte bem definido e superar todas as dificuldades políticas de articulação parlamentar, suplantar seus adversários e a imprensa.
A agenda do otimismo social é um caminho para buscar destravar os nós políticos, de uma coalizão tão heterogênea, mas que necessita de ações firmes para alcançar seus melhores resultados.

O “Brasil Sem Miséria” será aplicado seguindo três eixos norteadores:

Garantia de Renda
Aumento das capacidades e oportunidades aos mais pobres e transferência de renda. Como a maioria dos extremos pobres são crianças e adolescentes, uma das alternativas será ampliar o benefício do Bolsa Família para famílias com até cinco filhos e não mais três como é o estipulado hoje.

Inclusão Produtiva
No meio rural e urbano rural serão feitas ações para adequar a capacitação dos trabalhadores para à realidade das diferentes regiões do país. Pelo estudo que norteou o governo federal, as pessoas que estão na condição de extrema pobreza são trabalhadores.

Acesso aos serviços públicos
Contar com o esforço dos municípios e estados para que programas como o Bolsa Saúde e o Mais Educação cheguem aos mais miseráveis. Oferecer os Centros de Assistência Social nos territórios vulneráveis à extrema pobreza.

Modelo de política de inclusão social para o mundo
O sucesso dos programas sociais do governo brasileiro, desde Lula, serve de inspiração para organismos internacionais, como salientou hoje o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff.

Segundo Zoellic “o Bolsa Família deveria ser adotado como modelo de política de inclusão social no atual processo de redemocratização de países africanos”.
Existem recursos para programas mundiais de tamanha envergadura, infelizmente ainda não exite vontade política para corrigir tamanhas distorções e construir as bases para um planeta de todos.

A presidenta Dilma, no lançamento do programa lembrou o quanto é importante este combate, além de reconhecer que tais passos largos só são possíveis graças a todo o sucesso no combate as desigualdades que Lula iniciou em se governo, aliando crescimento econômico com desenvolvimento social:
“sem sombra de dúvida, a ascensão social dos milhões de brasileiros nos últimos anos diminuiu a desigualdade social. Mas, também ampliou o nosso mercado interno e tornou nosso país sustentável e acelerou desenvolvimento econômico. O Brasil provou ao mundo que a melhor forma de crescer é distribuindo renda e que a melhor política de desenvolvimento é o combate a miséria”.

Mas, o principal mérito do “Brasil Sem Miséria” na avaliação da presidenta é “colocar na pauta de todos os governos, a luta pelo fim da miséria no Brasil”.

Com informações do R7 e Sul 21

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Publicado em 02/06/2011 por em economia, politica.

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