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O ciclo virtuoso do "Minha Casa, Minha Vida": casa própria, emprego, renda, economia aquecida…

“Minha Casa, Minha Vida” aquecendo o mercado imobiliário

Contrariando todas as “sete pragas do Egito” dos profetas do fim do mundo, a economia brasileira dá sinais de aquecimento em setores importantes, como o da construção civil.
Haverá sempre quem remoa boas notícias com novas “pragas” em forma de previsão econômica, mas quem ainda leva em conta tantos erros? Nem o mercado crê.

A construção civil é um setor que revela, quando o investimento é na construção de residências, acertos do governo na área social.  O programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, tem uma meta ambiciosa de construir até 2 milhões de casas até 2014.
Não é uma meta fácil de se alcançar, a economia precisa estar tinindo e o governo bem gerenciado para garantir o bom resultado.  Até o momento, desde o seu lançamento, o programa já ultrapassou mais de 1 milhão de moradias contratadas, um número espetacular, apesar de ainda distante de suprir toda a necessidade por moradia do povo brasileiro, mas ainda assim espetacular.

Por que?
Porque há décadas não havia tantos recursos para financiar e construir casas para os mais pobres.  E mesmo quando houve não se estipulou metas tão grandes (e necessárias) e difíceis de se alcançar.
Mas o mais fantástico e revelador deste programa é perceber que tal investimento busca resolver uma injustiça histórica para com parcelas da população que não conseguiam financiamento para comprar a sua casa justamente por conta das normas do mercado, que os enxergava como consumidores pouco atraentes, ignorando-os e subestimado-os.
Foi preciso o governo Lula despejar grande quantidade de recursos do Tesouro na Caixa Econômica Federal para deslanchar o número de contratos de aquisição de imóveis e inverter a lógica perversa do mercado.

Há ainda comentaristas políticos e de economia, aqueles que possuem suas casas próprias no Leblon ou nos Jardins, que tenha o que falar mal sobre o programa.  Alguns chegaram a raia da falta do que dizer para apontar que o governo não havia atingido a meta de entregar 1 milhão de casas em 2010, em pleno período eleitoral, mas omitiram de seus espectadores que o programa ultrapassou tal meta em contratações de moradias.  Não é preciso ter uma coluna em O Globo ou apresentar um jornalístico matutino para saber que uma casa ou um prédio não se constrói do dia para a noite.

Quem casa quer casa e quem compra?
Os jovens casais da nova classe média, a classe C, buscam sair do aluguel e ter seu próprio imóvel. Antes do “Minha Casa, Minha Vida” jovens em busca por moradias, na quantidade em que se presencia hoje, era algo impensável,  são eles a maioria e oriúndos da nova classe média.

Neste último final de semana ocorreu mais um feirão da Casa Própria, em seis capitais brasileiras, que movimentou cerca de 4,5 bilhões de reais em contratos, boa parte dos visitantes foi em busca de imóveis que se enquadram no perfil do programa “Minha Casa Minha Vida”, que custam até R$ 170 mil .  O que demonstra, até para os céticos de sempre da imprensa, que o mercado segue aquecido e realizando o sonho desta nova classe média, das pessoas que ascenderam socialmente e agora podem ter acesso a financiamento de longo prazo, até 30 anos para pagar, e adquirir bens que antes eram apenas destinados aos mais ricos.
O aumento da renda no Brasil e os programas de subsídios do governo são determinantes para a consolidação deste cenário.

Ou seja, o programa “Minha Casa, Minha Vida” além de atender pessoas que nunca tiveram a oportunidade de adquirir um imóvel através de um financiamento de longo prazo e com subsídios do governo, garante milhões de empregos e renda na construção civil e estimula o setor imobiliário para além do programa do governo, um clássico ciclo virtuoso.

É claro que o programa precisará ser continuado para além de 2014 para solucionar problema histórico deste país, a falta de moradia própria para as famílias brasileiras mais pobres. 
Da mesma forma que continuarão as críticas de pequena parte da sociedade que não se conforma com o Estado financiando casa para as pessoas mais pobres em condições tão favoráveis, diriam que é um “escárnio” o governo gastar dinheiro público com casa para o povo, afirmarão que é eleitoreiro, assistencialista. 
A lógica dessa gente é: se sai dinheiro do Tesouro para construir milhões de lares para a população, de certo, deve faltar “algum” para perdoar as enormes dívidas fiscais das pessoas “do andar de cima” com o governo, no campo e nas cidades ou restabelecer as facilidades que o Estado sempre lhes outorgou.

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Publicado em 16/05/2011 por em Uncategorized.

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