Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Liberdade de imprensa? A quem (ainda) pensa enganar a grande imprensa brasileira???

A grande mídia quer cegar o leitor com “suas verdades”

…Desinformar tornou-se componente político dos mais usados nas disputas por espaços de poder, hegemonias políticas, no afã de seduzir e (de)formar a opinião pública.
As palavras são lançadas para atingir objetivos obscuros.

A liberdade de imprensa, nos dias de hoje, se confunde com os interesses dos empresários do setor e suas necessidades de transformar suas opiniões em “verdades”.
A informação é, de fato, livre para transmitir versões que atinjam parcelas e interesses distintos?

Texto 3 [a manipulação dos fatos, o exagero da desinformação contumaz para tentar fazer a maioria crer naquilo que favorece grandes grupos da imprensa nacional, acostumados a impor “suas verdades” como verdades ao público geral]

Liberdade de imprensa ou estelionato midiático?

Lanço um desafio a quem acha que 99% da nossa grande mídia pratica
a verdadeira liberdade de imprensa. Convide um pedreiro ou uma telefonista
 com jeito para as palavras a tentar veicular, em qualquer grande jornal
ou revista brasileiro, um bom texto sobre algum assunto que se choque frontalmente
 com os interesses dos donos do veículo em questão. Vejamos o que estes
cidadãos comuns conseguem. Antecipo o destino do texto: a lata de lixo
 da caixa postal virtual do editor de Opinião.

Uma outrora majestosa senhora agoniza no dia 3 de maio, em que o mundo deveria celebrar sua soberania. Falamos da liberdade de imprensa. Pobre liberdade. A menina dos olhos dos verdadeiros democratas já viveu dias mais gloriosos na época em que o idealismo, muito mais que as verdinhas, movia as mentes e corações dos jornalistas.

Mas de que liberdade de imprensa falamos? A genuína – e única. Aquela que pressupõe o compromisso inquebrantável com dois pressupostos: a verdade e o bem estar da maioria. Liberdade de imprensa, portanto, é o direito de qualquer cidadão dizer o que pensa. Mas com três condições: apenas se alicerçado pelos fatos, pelo bom senso e pelo seu propósito sincero de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Isso tem outro nome: exercício responsável da democracia e da cidadania.

Do exposto, conclui-se o óbvio – e nele reside o cerne deste artigo: o povo do andar de cima de grande parte da mídia, nele incluídos muitos colegas jornalistas, não defende a autêntica liberdade, mas um clone teratológico. A liberdade que preconizam é somente a sua, não a da maioria dos cidadãos.

Consiste somente no seu suposto direito de deixá-los dizer tudo o que pensam e fazer tudo o que querem, sem nenhum arreio institucional.

Querem, claro, somente encher suas burras de reais, divertindo-se com o exercício de vilania que praticam quando atacam pessoas sem provas e de maneira absolutamente parcial. E também quando, acuados pelos abusos que cometem, vilipendiam sistematicamente a essência da liberdade com sua chorumela estridente e absolutamente falsa. Dizem-se agredidos quando atacados pela Justiça e pelas vítimas da sua língua ferina, mas são, na realidade, os verdadeiros agressores.

Este bando não é curador da liberdade de imprensa, mas mentor de um autêntico ato de estelionato midiático. Está lá, para quem quiser ler, no Código Penal Brasileiro, Título II, Capítulo VI, no já referido Artigo 171: estelionato é “obter para si ou para outrem vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento”.

Não é outra coisa o que fazem os medalhões da mídia que tanto falam em liberdade e criticam ferramentas de controle da sociedade sobre o conteudo da mídia, como o Conselho Federal de Jornalismo e o Conselho Nacional de Comunicação Social, ambos sepultados por força do abonado lobby patrocinado por esta turma.

Exagero? Lanço um desafio a quem acha que 99% da nossa grande mídia pratica a verdadeira liberdade de imprensa. Convide um pedreiro ou uma telefonista com jeito para as palavras a tentar veicular, em qualquer grande jornal ou revista brasileiro, um bom texto sobre algum assunto que se choque frontalmente com os interesses dos donos do veículo em questão. Vejamos o que estes cidadãos comuns conseguem. Antecipo o destino do texto: a lata de lixo da caixa postal virtual do editor de Opinião.

Mas este não é a única chaga da nossa imprensa. Pior que propagar mentiras, querendo fazê-las passar por verdades, é não dizer de que lado se está. A Carta Capital diz. O conservador O Estado de S. Paulo, também. Por isso, merecem parabéns, já que assumem suas posições, sejam quais forem. Quantos mais têm a coragem de fazer isso?

Pior que ser de direita, como se vê, é ser hipócrita, como são os que nos escondem seus reais objetivos, bem como as identidades dos verdadeiros donos das capitanias hereditárias da mídia. Este bando defende, afinal, os interesses de quem? Os deles, somente os deles, jamais os nossos.

No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, reflitamos sobre o tema à luz do mestre Buda: “Um amigo falso e maldoso é mais temível que um animal selvagem; o animal pode ferir seu corpo, mas um falso amigo irá ferir sua alma”.

Aurélio Munhoz / Carta Capital

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Publicado em 04/05/2011 por em Uncategorized.

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