Palavras Diversas

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OSB: 70 anos "comemorados" com perseguições e sob profunda crise

OSB: patrimônio cultural brasileiro

Manifesto: OSB MORTA AOS 70 ANOS, VÍTIMA DE ABUSO DE PODER

A Cultura Brasileira perde a Memória e a História da Orquestra Sinfônica Brasileira com a demissão por justa causa de mais da metade do corpo orquestral! A maioria dos músicos demitidos têm entre 10 a 40 anos de orquestra, e formam a memória da OSB. Estes músicos se dedicaram à instituição ao longo de todos esses anos, muitas vezes com atrasos salariais de até 5 meses, durante as várias crises atravessadas pela orquestra. Agora, eles sofrem demissões em massa, por não concordarem em se submeter a um sistema de avaliações imposto de forma autoritária e humilhante, onde são previstas inclusive, mudanças nas relações trabalhistas. No novo estatuto a carga de trabalho é dobrada sob a promessa de aumento salarial, que é de fato, uma mágica financeira onde se cortam benefícios e anuênios.

Os músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira estão comprometidos com o seu aprimoramento artístico há 70 anos e não estão de acordo com as equivocadas avaliações de desempenho propostas pelo maestro Roberto Minczuk. O processo de re-audição outorgado pelo maestro não avalia as competências necessárias para se tocar em orquestra, já que em 30 minutos de solo não é possível observar a integração do músico com seu naipe e com a orquestra em geral. Uma orquestra não é um amontoado de músicos tocando sozinhos seus solos e justamente por isto, este tipo de avaliação só é feito pelas orquestras ao redor do mundo, no ato de admissão do músico, ou seja, processo de seleção pelo o qual estes mesmos músicos demitidos já passaram.

Vide como é feito em todo o mundo, o aprimoramento de uma orquestra se consegue através de um trabalho conjunto de músicos e maestro, de cursos de especialização, workshops e outros meios integrativos que não firam a sonoridade de um corpo orquestral adquirida durante anos de interação. Para se tocar em orquestra é preciso aprender ao longo dos anos a ouvir e tocar com o outro e não contra o outro. As avaliações de desempenho se baseiam na retórica de “elevar a OSB a um patamar internacional”, mas são na verdade uma retaliação a todo o corpo orquestral que em 2008 havia pedido com unanimidade a saída do maestro Minczuk, por se sentirem assediados moralmente e por reprovarem seu comportamento arrogante, desrespeitoso e autoritário. A ética profissional do maestro inclui, entre outras práticas, demitir 14 músicos na véspera de Natal como o fez em 2009. O mesmo maestro, contudo, não se incluiu na avaliação de desempenho.

Músicos solistas tais como o violoncelista Antonio Menezes, o pianista Nelson Freire, a pianista Cristina Ortiz e maestro Tibiriçá manifestaram seu repúdio e perplexidade com a sequência dos acontecimentos e aqueles que participariam da temporada anunciaram o cancelamento de suas apresentações com a orquestra. Apesar da estrondosa repercussão negativa nacional e internacional, no meio musical e na imprensa, o Conselho da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, representados pelo seu Presidente Eleazar de Carvalho, vem insistindo em apoiar o maestro em sua conduta tirânica. Esta arbitrariedade não é de agora, já que o maestro Minczuk ascendeu ao poder ineditamente sem ser votado pelo corpo orquestral.

Naipes inteiros foram desfalcados incluindo primeiras estantes. Sobra tão pouco da orquestra que a administração da OSB tentando contornar a crise, substitui indevidamente até julho a orquestra profissional pela Orquestra Jovem, integrada por bolsistas estudantes, a maioria não habilitada para tocar profissionalmente, comprometendo assim os objetivos de cunho educativo e não profissional desta orquestra-escola.

A “injusta causa” que os músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira levam de sua administração os priva de receberem seus direitos trabalhistas e destrói as relações humanas e profissionais que compunham a orquestra. Uma história que acaba assim não é só um desrespeito ao músico e ao público mas sobretudo uma falta de respeito humano.

Informe-se melhor antes de julgar!

ATUALMENTE:

o Mais da metade dos músicos da OSB está demitida por justa causa.

o O corpo orquestral, desde o anúncio das avaliações, foi excluído da temporada até julho.

o A OSB Jovem está sendo utilizada para substituir os profissionais.

QUEREMOS:

o A reintegração imediata dos músicos demitidos por justa causa

o A saída do maestro Minczuk

o O retorno da orquestra profissional à programação de 2011.

o A participação dos músicos na elaboração das matérias pertinentes ao corpo orquestral, como prevê o Estatuto da FOSB.

o A valorização e o respeito ao músico brasileiro.

Paula Nogueira / Blog informativo da Comissão de Músicos

Por favor, assine e/ou repasse a moção de repúdio às ações da administração da Fundação OSB contra seus músicos:

Assine, clique AQUI

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Publicado em 08/04/2011 por em musica.

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