Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Menor taxa de desemprego para janeiro é apresentada pelo IG e UOL, como algo ruim: mas a notícia é ótima!

Como tornar uma ótima notícia em algo ruim ou péssimo?

Exemplos de contorcionismo maldosos contra a realidade

Pois bem, o UOL e o IG tentaram, em suas páginas, hoje pela manhã, tornar crível que a menor taxa de desemprego já registrada em um mês de janeiro, UM RECORDE HISTÓRICO, segundo o IBGE, se tratava de algo ruim.

Mas por que?
Porque a taxa elevou-se em relação a dezembro…Não é preciso entender muito de economia para saber que este movimento é natural, ano após ano, ou seja: após dezembro e até meados do ano a taxa de desemprego eleva-se e no segundo semestre recua, geralmente, até atingir seu menor patamar em dezembro.
Logo a elevação do índice que mede o desemprego nas principais regiões metropolitanas do país não significa algo negativo, mas sim algo normal e dentro das previsões de qualquer economista de mercado.

O que os portais IG e UOL sonegaram em suas chamadas foi o fato principal da notícia, o que realmente significa o excepcional na matéria: janeiro de 2011, comparado com os meses de janeiro com pesquisas já registradas desde que a metodologia tornou-se a que é aplicada hoje, teve a menor taxa histórica desde 2003!
Um recorde positivo!
Mas UOL e IG preferem distorcer o fato e fazer o leitor crer que o desemprego está espreitando o trabalhador brasileiro…Para isso é só destacar o movimento normal do mercado de trabalho  e fazer de conta que o desemprego ronda a economia brasileira, baseado tão somente na chamada de capa, nua e crua, desprovida de qualquer contexto.

Abaixo é possível identificar trechos que desvirtuam a chamada do IG, como nos destaques selecionados pelo blog para provar o quanto alguns setores da imprensa trabalham incansavelmente para negligenciar a informação correta, não enfatizar o fato positivo e subestimar a capacidade intelectual de seus leitores, confiram:

Desemprego avança em janeiro para 6,1%, aponta IBGE



Apesar da alta na comparação com dezembro de 2010, essa foi a menor taxa para os meses de janeiro desde 2003

A taxa de desemprego no País subiu para 6,1% em relação a dezembro quando o indicador ficou em 5,3% e caiu 1,1 ponto em relação a janeiro de 2010 quando a desocupação estava em 7,2%.
Apesar da alta, essa foi a menor taxa para os meses de janeiro, desde 2003, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa foi a primeira alta no desemprego em oito meses, após sucessivos recordes de queda.

A população desocupada no mês foi de1,423 milhão, um crescimento de 13,7% em relação a dezembro e caiu 15,6% em relação a janeiro do ano passado. A população ocupada de 22,08 milhões recuou 1,6% em relação a dezembro e cresceu 2,2% em relação a janeiro de 2010.


O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada,10.474 milhões de pessoas, ficou estável no mês e cresceu 6,6% no ano. O rendimento médio real dos trabalhadores no primeiro mês do ano ficou em R$ 1.538,30, com alta de 0,5% no mês e 5,3% no ano.


A massa de rendimento médio real habitual de R$ 34,6 bilhões em janeiro caiu 0,8% no mês e subiu 8,4% no ano. A massa de rendimento médio real efetivo (estimada para dezembro de 2010 em R$ 42,9 bilhões) cresceu 18,3% no mês e 8,6% no ano.

Ainda nesta quinta-feira o Ministério do Trabalho divulga o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao mês de janeiro. Diferentemente da pesquisa do IBGE, que mostra a taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas, incluindo postos formais e informais, o Caged indica apenas os postos formais criados no País.


O levantamento do IBGE foi realizado nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife.

Com uma taxa de desemprego na faixa entre 5% e 6%, o País apresenta um cenário de pleno emprego projetado em meados de 2010 por economistas especializados na área. Isso não significa o fim do desemprego, mas indica que o trabalhador leva em média entre 30 e 60 dias para encontrar um novo emprego.

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5 comentários em “Menor taxa de desemprego para janeiro é apresentada pelo IG e UOL, como algo ruim: mas a notícia é ótima!

  1. Cláudio Ribeiro
    25/02/2011

    Erik tenho visto seus últimos comentários e participação ativa no blog. Obrigado e parabéns pelas suas colocações. Análises e críticas oportunas são muito bem vindas neste espaço.

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  2. Erik Oliveira
    25/02/2011

    Olá Artur, em primeiro lugar, muito obrigado por vocês me acolherem no blog PALAVRAS DIVERSAS. Eu não tenho um blog, na verdade tenho um chamado “IMAGINARIO”, lá só está um texto escrito após o carnaval do ano passado. Tenho participado do laboratório de politicas publicas CULTURADIGITAL.BR, porque conclui o curso de gestor publico de cultura pelo COMCULTURA/RJ. O sistema operacional Cartola 2.0, foi habilitado no edital de pontões de cultura digital e está hospedado no endereço http://pontoporponto.org.br/erikoliveira. Não são desafios o que faço, mas experimentações livres…

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  3. artur gomes
    25/02/2011

    Erik, fui lá no teu blog para seguí-lo mas não encontrei o marcador para tal. seguinte escrevo aqui também, sou o Artur Gomes, gostei muito do que li nos teus desafios. te pergunto: posso re-passar algum de seus textos: grande abraço

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  4. Erik Oliveira
    25/02/2011

    Universidade Federal do Rio de Janeiro
    A Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ realiza sua aula inaugural sobre “Mídia e violência” nos dias 26 e 27 de março das 9 às 18 horas. …
    http://www.ufrj.br/detalha_noticia.php?codnoticia=7210 – Em cache
    MINHA TESE DE CONCLUSÃO DO REFERIDO SEMINÁRIO:
    A mudança histórica na apreensão da midia na relação entre pobreza e crime, os efeitos sociais da narrativa do crime frente a abordagem dos grandes grupos de comunicação que criam alienação social através da banalização e simplificação da violência, deixando de levar em conta os fatores estruturais e do conjunto, fixando-se em um objeto ou fato e não abrangendo o todo, apenas considerando a relação da audiência com o criminoso, a vitima e o estado, gerando informações parciais com condescendencia da sociedade diante da impunidade e de justiçamentos, desconhecendo quase sempre a situação que envolve o conflito, gera o medo como fator de alimentação da própria violência.

    Humanizar a comunicação da violência é colocar-se na situação de um residente de favela, a criminalização da pobreza, transformando o pobre em ameaça social ou como um pobre conformado (honesto, feliz e alienado) é uma bipolaridade esquizo, que precisa de ajustamento através de uma midia coletiva, ordenadora, com impacto junto ao conjunto da sociedade. A falta de política de prevenção ao incentivo a violência pela utilização da rebeldia da juventude, instigada através de mensagens subliminares, deve ser passível de investigação ( apuração da noticia, formas de narração de um fato, modos de relação com as fontes e recursos utilizados), os erros da midia e as formas de reparação deveriam levar em conta os interesses corporativos (financeiros, politicos, internacionais, de marketing ou publicitários).

    A midia que está surgindo através da internet, vai romper com o ciclo de uma sociedade tangida como gado, a inventividade e a capacidade de articulação das comunidades facilita a inserção no território urbano e a troca de experiências e vivências, abrindo diálogo através de novas bases tecnológicas e afetivas do ponto de vista da inclusão subjetiva e da produção de novos discursos, signos, moda… A utilidade das imagens sobre violência na midia atual sustenta a indústria do medo e suas explorações políticas, econômicas, psicológicas e sociais – precisamos da visão de dentro da favela, dando margem a novas midias para novos sujeitos do discurso, a inclusão da vivência através de políticas comunitárias como forma de expressar os sentimentos de exclusão social ou de gênero, leva a novas políticas editoriais, como sendo uma forma de cobertura anti-violência, que tenha na produção da comunidade o equilibrio que faltava contra os abusos da grande midia.

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  5. Erik Oliveira
    25/02/2011

    Após decisão do Supremo, MTE registra mais de mil jornalistas sem diploma

    Izabela Vasconcelos, de São Paulo

    O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) já contabiliza 1098 registros de jornalistas sem graduação específica na área, após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a obrigatoriedade de diploma para exercer a profissão.

    A emissão de registro para jornalistas sem graduação passou a ser adotada pelo MTE no início deste ano, após publicação do acórdão da decisão. A orientação é de que os profissionais formados sejam registrados como “Jornalista Profissional”, e os sem diploma, “Jornalista/Decisão STF”.

    O estado que mais emitiu o registro para não diplomados foi São Paulo, com 554 emissões. A lista segue com Minas Gerais (113) e Distrito Federal (70). O único estado que ainda não emitiu esse tipo de registro foi o Amapá. Os dados contabilizam registros emitidos até o dia 09/04.

    Para o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murilo de Andrade, o número não altera a posição dos sindicatos em defender ou não a filiação de não diplomados. “É bom lembrar que já temos um estoque de quase 15 mil precários, por liminar. Esse novo número não altera a posição dos sindicatos em lutar pela regulamentação da profissão”, declarou.

    Andrade acredita que o número de jornalistas sem graduação na área tende a crescer ainda mais. “Não me surpreende esse número, achei que até poderia ser maior. Tenho a impressão que irá crescer cada vez mais, porque o Ministério do Trabalho não tem critérios para o registro, basta estar vivo”, critica.

    Sobre os direitos que esses novos jornalistas pretendem desfrutar, o presidente da Fenaj diz que a questão deve ser polêmica. “Os direitos desses jornalistas agora é problema do Congresso Nacional, digo da Câmara e do Senado. Eles que terão que saber o que fazer com esse estoque de jornalistas sem formação”, conclui.

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Publicado em 24/02/2011 por em Uncategorized.

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