Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

A mídia e algumas desinformações oportunas e políticas sobre fontes de energia

As desinformações continuadas, mas desafinadas, praticadas pela imprensa conservadora e repercutidas pela oposição ou vice/versa, ao sabor das oportunidades políticas de cada momento
O momento político agora é outro, pós eleitoral, novas vozes são ouvidas, mas o posicionamento, ambíguo e oportuno da imprensa permanece, o projeto de Belo Monte avançou e a reboque das críticas politizadas sobre uma falha técnica da Chesf esta semana que provocou falta de energia elétrica por algumas horas em 7 estados do Nordeste, apontando para o futuro próximo, lança-se a questão aos críticos:  qual seria a opção viável sem Belo Monte para suprir o país de energia limpa e renovável e garantir o pleno crescimento econômico e social do país de forma sustentável?  Só parece haver discurso…

Durante o processo de licitação da usina Hidroelétrica de Belo Monte, projeto estatal para construir, com parceiros privados, a terceira maior usina de geração de energia elétrica do mundo, a imprensa despejou todo santo dia quantidade excepcional de material jornalístico, de baixa qualidade, mas com alto potencial político, contrários ao empreendimento.
Trouxeram aos holofotes das discussões do tema o diretor do filme “Avatar”, o renomado James Cameron para, turbinado por sua popularidade mundial no rastro do estrondoso sucesso do filme, influenciar a opinião pública brasileira e, em coro com políticos locais da oposição, transformar em bandeira ecológica a derrocada do projeto.
Sem entrar no mérito da obra, mas na questão da montagem cênica da mídia, o pretendido desgaste do governo brasileiro e, consequentemente o desgaste eleitoral do grupo governista, encenado em sociedade pela mídia e oposição, não surtiu o efeito esperado, nem mesmo com a ajuda de uma estrela “hollywoodiana”. O governo venceu a queda de braço e conseguiu licitar obra importante ao desenvolvimento nacional, afinal sem infraestrutura não há como crescer continuamente. Afinal, Miriam Leitão repete toda manhã esse mantra, né mesmo?

Batalha perdida, a oportunidade cria outra em seguida: o vazamento de petróleo no Golfo do México, tragédia ambiental de dimensões monumentais, protagonizada pela British Petroleum, foi a deixa para trazer de volta o discurso político contra o projeto de exploração do Pré-sal. Oras, se uma tragédia como aquela ocorrer no Brasil teria proporções ainda mais devastadoras, segundo “presságios” da imprensa brasileira… Logo seguiu-se uma “avalanche” de declarações, editoriais e reportagens condenando a exploração do pré-sal, vaticinando tragédias e apontando outras possibilidades de energia, menos poluentes e viáveis comercialmente. O pano de fundo dessa nova posição da mídia e da oposição é a disputa eleitoral, pois nem um nem outro nunca apostou nas formas alternativas de geração e comercialização de energia. Contradição? Também eram contra Belo Monte, meses antes, mega projeto gerador de energia limpa, agora clamavam por novas alternativas, neo ecologistas, baseados no discurso do “fim do mundo”, tragédia inevitável.
Segundo a imprensa e a oposição, o governo deveria enterrar com pá de cal o projeto do pré-sal, ignorar as riquezas descobertas pelo país em nome desse “clamor ecológico vigente”, ou pelas palavras não ditas: permitir às empresas estrangeiras o acesso, em condições favoráveis, a riqueza brasileira das jazidas de petróleo a serem exploradas em futuro próximo, jogando, desse modo, o jogo do mercado liberal e acalmando seus porta-vozes e prepostos.
Mais uma vez a questão: como é possível crescer sem gerar energia? Belo Monte e Pré-sal seriam danosos ao Brasil, discurso da imprensa e da oposição, discurso político, de fato. Qual a solução? Não se interessaram em saber, mas apenas pré-julgar, obter dividendos políticos com os “factóides” e desinformações lançadas.

Energia renovável? Sim! Mas a imprensa e a oposição também já condenaram. Em 2008 com a crise mundial em seu auge e o aumento do consumo de alimentos do mundo, a demanda esteve muito alta, os preços subiram demasiadamente. Mas o vilão eleito, a “bola da vez”, foi o álcool combustível(etanol), porque estaria invadindo, segundo os “anunciantes do armagedom midiático”, mundo afora, inclusive no Brasil, áreas destinadas a plantação de alimentos. Mas nunca haviam lançado qualquer nota contra a soja… Mas enfim, o discurso contundente contra o álcool servia a vários clientes de uma só vez, mas principalmente: argumento social aos aliados da indústria petrolífera contra o combustível produzido da cana; embasamento factual à oposição contra o programa brasileiro de etanol, em crescente elevação no mercado mundial, e notório capital político do governo.
As profecias falharam mais uma vez, a produção alimentícia se estabilizou os preços arrefeceram e o etanol brasileiro desponta no mercado americano.

Afinal qual é o posicionamento ideológico da imprensa conservadora brasileira e, a reboque, da oposição acerca de que energia privilegiar para suprir o crescimento econômico, que possibilita o desevolvimento social? Pelo jeito não possuem qualquer idéia sobre que valha algo, ou melhor, possuem sim, mas assumi-las em período eleitoral poderia causar revés terrível.
O certo é que possuem energia de sobra para desinformar, mesmo que para isso seja necessário passar por cima de interesses nacionais e dos fatos.

Este texto quando publicado originalmente, em julho de 2010, não se preocupou com as questões ambientais e os consequentes impactos sociais, seu foco foi e é denunciar o jogo cênico de neo-ecologistas da imprensa e da oposição.  É de conhecimento razoável que qualquer construção desta proporção, para um país de proporções gigantescas como o nosso, provocam grandes impactos, cabe ao governo minizá-los e a sociedade cobrar alternativas para resolvê-los. 

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Um comentário em “A mídia e algumas desinformações oportunas e políticas sobre fontes de energia

  1. Erik Oliveira
    05/02/2011

    Quando vocês buscam novas fontes de abastecimento energético para suprir as demandas existentes no mercado nacional e para as projeções de crescimento industrial, é legitimo que aproveite-sa a capacidade hídrica que o Brasil possui, devido a quantidade de rios que existem em nosso território. As tribos indígenas, junto com brancos, negros e mestiços, formam a nação brasileira. O que acontece nesse caso é que a região de Belo Monte, forma um conjunto de ecossistemas que abrange uma vasta área com potencial para formar um banco de biogenética, por exemplo…

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Publicado em 05/02/2011 por em imprensa conservadora.

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