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A inveja é uma M****: A "estratégia" de FHC contra Lula (e Dilma)

FHC: “Não preciso ver o Lula todos os dias na televisão.”
O presidente FHC, sabe-se há um certo tempo, ascendeu ao cargo de presidente em que foi reeleito, primeiro por causa do plano real, elaborado no governo Itamar Franco, do qual foi ministro da fazenda e segundo para evitar a vitória de Lula em 1994.
Reeleito foi em 1998 com o discurso “chantagem social”, em que afirmavam que uma vitória de Lula traria de volta a inflação e aumentaria e muito desemprego, destruindo passaporte do Brasil para ingressar no rol das grandes nações do planeta: o plano real.
FHC venceu e trouxe de volta a inflação, acima dos 12% em 2002 e o desemprego a níveis assustadores…
FHC foi forjado para cumprir várias tarefas, montou-se um político para levar adiante o ideário neoliberal, que traria, inexoravelmente, a modernizaçao do país e o tornaria pujante e mais justo…  Esse conjunto de idéias fracassou, o país perdeu o rumo e Lula derrotou Serra em 2002, graças, em grande parte, ao péssimo governo de FHC, que selou com a pecha do atraso e do entreguismo, toda uma geração de políticos do qual foi o principal personagem: tucanos e democratas.
FHC não fala em nome de ninguém, apesar de falar e escrever bastante nos meios de comunicação que abrigam suas idéias (que naufragaram) e tentam revisar período recente da história, em uma hercúlea tarefa de revitalizar imagem tão rejeitada pela imensa maioria do povo brasileiro.

As palavras de FHC não encontram eco, nem apoio, até seus correligionários se constrangem ao exercer a sua defesa corporativista.

Os dois mandatos de FHC:

 

último ano de Lula:
 

O que o aborrece e amarga em seu fígado é perceber o quanto um presidente, ex-operário como Lula, conseguiu alcançar como governante o que ele jamais conseguiu em seus mandatos: políticas sociais e econômicas de sucesso, apoio popular consistente e permanente e reconhecimento como liderança mundial.

A vaidade parece turvar sua vista, deturpar a sua percepção e faz FHC destilar sua inveja e despeito de Lula, até quando, sem qualquer sustentação da realidade vivida pelo Brasil de hoje, ataca Dilma, que governa o país, graças ao que foi planejado e construído pelo presidente Lula e seus dois ótimos mandatos, segundo a opinião da imensa maioria do povo, como confirmam, cruamente, os gráficos das pesquisas do  Instituto Datafolha sobre os mandatos de FHC e do último ano de Lula, a comparação é humilhante para o ex-presidente tucano.
Ao ler ou ouvir suas declarações, qualquer pessoa que sem ter vivido a recente da história do país ou esteja chegando ao Brasil neste momento, pensará estar diante de um estadista que elevou o Brasil ao patamar que se encontra nos dias atuais e que suas administrações foram exemplos de governança e justiça social.

O que mais dói em FHC é sua vaidade atingida por todo insucesso que plantou e rejeição e desprezo que hoje colhe… FHC não suporta olhar as linhas de gráficos de pesquisa de opinião pública.

A última pérola de FHC:

‘Brasil está sem estratégia’, afirma FHC

Em discurso crítico ao governo da presidenta Dilma Rousseff, tucano diz que falta um plano concreto no País para enfrentar

Num discurso crítico ao governo iniciado pela presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que falta “estratégia” ao Brasil. “O que tem no Brasil é uma situação delicada. O Brasil está sem estratégia e isso é muito preocupante”, afirmou o ex-presidente, que esteve ontem em Genebra.

Ao abordar planos do País para a área econômica, FHC disse que o País não pode voltar a ser um exportador de commodities e deve pensar o que fazer com os recursos da alta atual dos preços dos produtos primários. “O mundo mudou muito e não temos um plano para enfrentar esse mundo. Vai ser necessário ter uma nova estratégia. Temos de inventar uma estratégia e as políticas consequentes para essas estratégias. Mas não estou vendo nada disso e nem que isso esteja sendo definido.”

Em 2010, diante da alta dos preços de produtos primários, a renda com a exportação agrícola bateu recorde e pela primeira vez em décadas o Brasil vendeu mais commodity do que produtos industrializados. “Nesse momento, isso dá recursos. Mas o que vamos fazer com esses recursos? Qual é a estratégia de desenvolvimento do setor industrial? O que faremos quando os preços internacionais de commodities caírem? Não tenho visto respostas para nada disso”, afirmou.

Para Fernando Henrique, o Brasil precisa escolher setores para apostar. “Não dá para apostar em tudo. Quais são os setores que o Brasil, olhando para frente, terá vantagens comparativas? Está faltando tudo isso.” Na avaliação do ex-presidente, a relação com a China é chave e tem de ser repensada.

Fernando Henrique apontou como alguns no governo “pensavam que Pequim seria a salvação do Brasil”. “Diziam que a China nos ia salvar. Hoje, vemos que ela produz o efeito positivo e negativo sobre a economia do Brasil. Fez explodir a exportação de commodities. Mas dificulta em parte as manufaturas”, alertou. “Não temos uma estratégia para lidar com a China.”
Real
FHC também alertou que o governo está “visivelmente perdido” sobre o que deve fazer com o câmbio. “Não adianta achar que poderemos intervir. Por quanto tempo? Isso não é sustentável e não temos reservas para isso”, disse. “Criticaram muito meu governo por dizer que o real estava sobrevalorizado. E agora?”

Aos jornalistas brasileiros, explicou que a valorização do real não é só do real. “É no mundo todo e é a desvalorização do dólar.” Para Fernando Henrique, a disciplina fiscal é algo que não tem como se fugir no governo. “A situação obriga a fazer isso. Mas terá de fazer mais que isso.”

Irônico, ele diz que vê uma diferença entre os governos Lula e Dilma: “Não preciso ver o Lula todos os dias na televisão.” O ex-presidente admite que o estilo de Dilma, por enquanto, tem sido mais “discreto e tecnocrático”. “Mas isso não é o importante. O importante é saber o que ela vai fazer”, disse.

Portal Ig

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2 comentários em “A inveja é uma M****: A "estratégia" de FHC contra Lula (e Dilma)

  1. Cláudio Ribeiro
    02/02/2011

    Ele até fala, hoje, pelo grande capital, mas por conta própria…rs Não é mais um interlocutor que legitime ou dê peso às aspirações deste grupo. Ele mais atrapalha do que ajuda…

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  2. Paulo Victor
    01/02/2011

    Texto excelente, só tenho uma discordância. O FHC fala em nome do grande capital e de uma parcela dos setores médios da sociedade brasileira.

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Publicado em 24/01/2011 por em eleições, politica.

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