Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Os 7 dias do vale tudo: o papel da Globo, das "tendências das pesquisas" e do JN da véspera da eleição

Porque descrer nas pesquisas agora para construir uma vitória sólida e incontestável

O personagem inspirador da imprensa e da oposição brasileiras

A uma semana do 2º turno das eleições mais acirradas desde 1989, entre mídia conservadora e governo, as pesquisas apontam vantagem folgada para Dilma sobre Serra.  Mas não pauto este post pelos resultados destas pesquisas, de onde, em geral, não é possível perceber compromisso com metodologias científicas que fotografem a realidade com fidedignidade, mas como peças para criar “fatos de última hora”, tal como o Ibope e o Datafolha apontaram na reta final do segundo turno.

O que se percebe é uma tentativa sistemática e parcial de alguns setores da imprensa, liderados pelo trio Globo/Veja/Folha de São Paulo, para tumultuar o processo eleitoral e construir um artefato jornalístico capaz de influenciar a vontade da maioria do eleitorado brasileiro a rumar para o candidato de sua predileção: Serra.

O pitoresco e vergonhoso caso “Serra/Rojas” dá um pouco a dimensão do que pretendem fazer.  Foi sintomático a Globo buscar opiniões “científicas” para “comprovar” que Serra foi realmente “agredido” por um objeto, a partir, justamente de uma imagem captada pela Folha de São Paulo…Foram longos e inócuos 7 minutos para tentar provar o que as imagens do celular da reportagem da Folha não provaram.  Patético, mas intencionalmente construído para atingir, em cheio, a candidatura de Dilma e criar uma “comoção nacional” em solidariedade ao “agredido Serra”.

A última pesquisa antes da exploração exaustiva da Globo do caso Serra/Rojas
Na Sexta-feira o Datafolha apresentou nova pesquisa ajustada aos resultados de Ibope e Vox Populi (aquela que o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, recusou-se a dar créditos).  Dilma abrira 12 pontos de vantagem.  Mas, pelo que parece, a pesquisa não foi capaz de captar o movimento do caso Serra/Rojas e nem da edição providencial do JN para vitimizar Serra.
Aí é que eu creio que esteja sendo construída uma das tentativas do baronato da mídia contra a vontade popular: na semana decisiva, com dois debates, Record e Globo, surgirem novas pesquisas para mostrar ao eleitorado brasileiro “uma nova tendência, com Serra crescendo sobre os eleitores de Dilma, impactados pela repercussão do factóide da bolinha, tornando imprevisível o resultado do próximo domingo. 
Mas será preciso apresentar estas novas “tendências” antes do debate da Globo, na sexta-feira, para que a Globo consiga fazer seu trabalho com mais probabilidades de sucesso, criando o ambiente para a ofensiva de Serra sobre Dilma no debate e conseguir “bons momentos de seu candidato” para a edição do debate no JN de sábado, véspera das eleições…

Não penso ser improvável esta sequência de fatos ser montada, para tentar fazer o golpe final da imprensa e da oposição ter alguma possibilidade de sucesso nesta reta final.

O “Jogo” pode estar 2X0: é preciso ampliar o marcador e não acomodar-se com o placar parcial
O que quero dizer com tudo isso: não se pode pautar, neste momento, que as eleições já estejam decididas e se saia por aí comemorando números que podem contradizer a euforia em poucos dias, todo cuidado com Ibope e Datafolha é pouco…
Manter a seriedade e o foco é imprescindível, para além das pesquisas, consolidar uma vitória sem contestação sobre a imprensa conservadora e a oposição, nesta ordem de importância.
Mesmo que para isso corra-se “o risco de se aplicar uma goleada inesquecível” sobre a oposição, resultado da atenção, esforço, ofensivas e contraofensivas sistemáticas de Dilma, Lula e toda a sociedade organizada contra o retrocesso que representa a candidatura de Serra

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Um comentário em “Os 7 dias do vale tudo: o papel da Globo, das "tendências das pesquisas" e do JN da véspera da eleição

  1. Marlene Bindi
    25/10/2010

    Esta é mais uma luta de classes.Infelizmente parte da elite brasileira não deseja que o pobre passe à classe média porque estaria sujeito a pagar melhores salários, Bolsa Família que entendem como “esmola”, entre outras razões. O atual Governo de Lula, com sua política anti pobreza, e a candidatura de Dilma Roussef são para eles uma ameaça. Por isso fraudes e fingimentos acontecem.

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Publicado em 24/10/2010 por em Uncategorized.

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