Palavras Diversas

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Estratégia da baixaria: Quem só ofende, mente e destila preconceito e ódio no discurso político

A campanha do ódio, da mentira e do preconceito: algumas pinceladas sobre o 1º turno

Infelizmente na política, com “p’ minúsculo, existem aqueles que estão dispostos a transformar a falta de escrúpulos em estratégia de campanha, atacando massivamente a consciência livre das pessoas com falsidades temperadas pelo ódio, a mentira e o preconceito.
Alguns flagrantes do que está dito acima pode ser constatado a partir daqui.

O Humorista sem graça

Marcelo Madureira, humorista(?), do programa Casseta e Planeta da Globo, em entrevista ao programa “Manhattan Connection” no domingo de eleições gerais, lá pelo meio da tarde, disse com todas as letras, sobre Lula: “vagabundo, picareta e impostor”, que “não vale nada”, entre outros adjetivos menos respeitosos e muito azedos, confira aqui. Madureira, que não faz jus ao nome do bom bairro carioca, destila todo seu ódio e preconceito de classe, não aceita a liderança e o sucesso do governo, resultado das ações de um homem de origem pobre, que não estudou nos melhores colégios da zona sul, nem doutourou-se em Sourbonne. Desrespeita não só a figura do dirigente político, mas ataca diretamente a imagem pessoal de Lula. Na verdade esse discurso do ódio que se cega diante da realidade em transformação econômica e social, é comum em círculos sociais bem restritos, sem argumentação alguma, apenas vociferado em ofensas e mentiras gratuitas. A emissora, GNT, retirou a fala do humorista (?) do ar, nos reprises do programa. Além de tudo, um ato covarde, pois não sustentaram a opinião do convidado, apagando as provas do insulto infame.


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O panfleto apócrifo infame
Também flagrante desta estratégia suja, foram os vários cartazes afixados em várias comunidades e bairros do subúrbio do Rio e São Paulo. Conclamando as pessoas a votarem contra Dilma Roussef, atribuindo a ela e a sua campanha posições acerca de temas bastante delicados, de maneira desfigurada, mentirosa e remendada de má intenção para causar prejuízo a sua campanha e afugentar eleitores mais indefesos contra esse tipo de desinformação.
O preconceito e a mentira com elementos religiosos
Outra triste constatação dessa estratégia odiosa no domingo foi a ação de alguns padres de São Paulo, que entregaram cartas aos fiéis ao final das missas pregando o voto contra Dilma Roussef e o PT, confira aqui .
Destacando, tal qual o panfleto apócrifo, questões distorcidas ligadas ao aborto, homossexualidade, liberalização das drogas etc. O documento é assinado por alguns religiosos, de setores ultra conservadores da Igreja Católica, além de usarem a Instituição, Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros – a CNBB, para legitimarem o ataque. Apesar do desmentido da CNBB, o tal documento que prega tais mentiras e distorce idéias, apenas para evitar a derrota da oposição conservadora em 1º turno circulou pelas igrejas paulistas no último domingo. Houve, a bem da verdade, repúdio de bispos descontentes com esse tipo de partidarização desrespeitosa e ilegal. A Igreja Católica é uma instituição que está acima de certas paixões políticas, é bom deixar claro isso. A manifestação de certos grupos organizados, precisa ser feita de maneira civilizada e respeitosa, os fiéis católicos merecem tal consideração.
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A grande imprensa cria o cenário próspero para a disseminação da mentira
Tristes exemplos do que são capazes aqueles que não conseguem debater no campo das idéias e descambam para o vale-tudo, para o que der e vier, para a desinformação, a mentira e o ódio. Isso tem ocorrido com freqüência, quem não recebeu em sua caixa postal, e-mails apontando supostos fatos nefandos para não votar em Dilma? Eu já recebi vários! O pior é que esse tipo de estratégia tenta tornar, aos olhos do eleitor, tudo no mais baixo nível, igualado no esgoto do debate viciado na inverdade, empobrece a discussão de questões realmente delicadas.
Claro que a grande imprensa cria o cenário para que esse tipo de corrente de mensagens apócrifas prosperem: afinal o noticiário é recheado de acusações, sem provas, e de análises de especialistas que transpassam a idéia de que tudo isso possa ser “verdade”, alguns discretamente, outros mais incisivamente.
Quem não tem o que debater, quem não tem como debater, quem não sabe debater, apela, dá chutão na canela e pontapés para todo lado, pois gerando confusão, podem tentar conquistar espaço não por seus próprios méritos, mas pelo espetáculo medíocre da baixaria.
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Publicado em 05/10/2010 por em Uncategorized.

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