Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Debate da Record, a semana decisiva e o vale tudo de quem já elegeu farsas e mentiras em 1989

Índio também concorda: Serra foi o grande perdedor do debate da Record

Deste estúdio, desde 1989,  já foram produzidas as maiores farsas e mentiras em retas finais de eleições 

Em um debate sem um vencedor de consenso, apontado por vários como sendo Dilma, Marina ou Plínio, somente uma certeza: Serra perdeu(se).

Índio da Costa, seu vice em uma demonstração deselegante e conformada, endossa a derrota de seu colega de chapa no debate:
“Não está indo bem”, afirmou Indio, contrariado. “Estão fazendo pesquisa qualitativa. Na hora em que ele fala, dizem: ‘O filho da p…não responde’”, portal Ig.

Mas o debate não trouxe o arremate decisivo, o lance fatal, nenhuma jogada bem tramada que pudesse ser o comentário do dia seguinte, que se tornasse uma febre na internet.  Dilma cumpriu o papel de quem tá na frente e jogou o suficiente para manter a vantagem, Plínio jogou suas pedras nos telhados dos outros e panfletou o seu PSOL, lembrando que o partido não tem histórico de corrupção (mas o PSOL não governa nem prefeitura)…Marina decorou falas de efeito, cutucando Serra e Dilma, mais mirou nos votos conservadores, que nos votos da esquerda. Serra, pois bem, Serra o seu vice deu conta de analisar lá acima.

A semana decisiva
Estes seis dias prometem muita disputa, leal e desleal, pela frente.  A imprensa tem lado definido, os velhos parceiros demotucanos, e tem também um plano “b”: a “onda verde” que ninguém vê, mas que passa todo dia nos noticiários da TV, dos jornalões impressos e dos portais de internet e cria um clima de cenário fictício, mas com algum reflexo real, como tem apontado o tracking Vox populi dos últimos quatro dias.
O que sobra e tem ares de grande produção é o debate decisivo da Globo, na sexta-feira, seguido pelo tradicional “melhores momentos” do JN, completo de análises isentas dos manjados especialistas globais.
O certo é que todo o bombardeio midiático deflagrado nas últimas semanas cumpriu bem o papel de evitar que Dilma disparasse ainda mais, Serra minguasse definitivamente e a eleição chegasse ao debate global praticamente definida, um debate apenas para cumprir tabela.  Agora chega com ares de decisão, de um jogo que estava no 2X0 e os adversários marcaram o seu golzinho, mas que, sendo levado sem sobressaltos e com boas movimentações, tende a se encerrar domingo com muita emoção, salvo qualquer baixaria monstruosa estampada em Veja, Época, FSP ou O Globo, ou uma edição escandalosa dos melhores momentos do debate no JN de sábado.

O Vale tudo histórico
Em 1989, às véperas do segundo turno, em que Lula e Collor estavam em empate técnico, colocaram camisetas do PT nos sequestradores presos de Abílio Diniz, repercutiram as fotos em todos os grandes jornais e na Globo, na época a única audiência da TV, dias depois das eleições disseram que o sequestro não teve motivação eleitoral e os sequestradores presos, finalmente, puderam ser ouvidos e disseram: nos puseram as camisas do PT e tiraram as fotos. Somada a histórica edição de melhores momentos de Collor no JN, Lula perdeu a eleição, pois não houve um vencedor, de fato.
Com um histórico desses, do vale tudo a qualquer preço, é preciso ficar atento ao que virá nos próximos seis dias.

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Publicado em 27/09/2010 por em Uncategorized.

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