Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Oito dias para confirmar a vitória sobre a vontade dos patrões da mídia

A guerra da imprensa conservadora é contra a soberana vontade popular e contra a realidade

O bombardeio midiático intenso e cerrado dessas duas últimas semanas tem revelado uma campanha com um desequilíbrio impressionante, Dilma disputa contra três adversários: Serra, Marina e, principalmente, contra a imprensa conservadora que não gosta de ouvir certas verdades, mas adora disseminar algumas mentiras.  Mesmo assim o que se constata nas três pesquisas divulgadas esta semana é, excetuando o Datafolha, para variar, uma estabilização dos números, que serão combatidos ferozmente, com cristalina certeza, até o debate da Globo:

Ibope apresentou Dilma com 50% contra 40% de todos os adversários juntos

 

Vox apresentou os mesmos números de uma semana atrás, Dilma com 51% contra 35% de todos os outros juntos



Datafolha mostrou Dilma com 49% contra 42% de todos os outros juntos

Animosidades estimuladas pela oposição midiática e pela oposição política partidária dão o tom desta fase, a confusa coluna  conservadora que se levantou de vez nas últimas duas semanas começou com o factóide da quebra de sigilo da filha do José Serra e alguns tucanos, entre milhares de outras pessoas, transitou rapidamente para a Casa Civil e o filho de Erenice Guerra, até deslanchar nessa reta final em duas manobras, bem distintas:

O medo
A primeira é a tentativa de colar um selo autoritário no governo Lula,  tarefa distribuída entre alguns candidatos a governos estaduais pela oposição, na disseminação do “medo” de um governo Dilma que despreze a liberdade de expressão, que caminhe para o socialismo, que “imprense” a sociedade contra o muro do autoritarismo.  Mais uma vez apelam para o medo… A campanha de Serra fez isso ao jogar na “galáxia do you tube” vídeos desrespeitosos e agressivos contra a sua oponente, logo repercutidos por alguns da imprensa, que não dão autoria aos tucanos, mas publicam no “intuito de informar”.

A “novidade”
A segunda é a tentativa de, sem prejuízo a Serra, criar uma onda verde, que seja suficiente para Marina roubar alguns votos de Dilma e provocar um segundo turno, mas não entre elas…Engana-se quem pensa ser esse o objetivo, a tarefa da mídia em promover Marina na reta final não é, enfim, em seu benefício, mas em benefício de Serra.  Nos três institutos de pesquisas que liberaram novas rodadas esta semana, Serra tem entre 14 e 16 pontos percentuais de vantagem sobre Marina, números muito altos para serem revertidos em uma semana.
Mas fica a questão, por que a grande mídia não apostou nessa tal onda verde logo de início? Talvez aí, escolhendo a candidata do Acre desde o início, ela ameaçasse realmente ultrapassar Serra e, quem sabe, provocar um segundo turno entre duas mulheres.
Fazer isso agora, aos 40 minutos do segundo tempo, é calculado justamente para impedir o que, de fato, planejam: na reta final Marina pode ser inflada e tirar votos preciosos de Dilma, não alcançar Serra e conseguir um segundo turno em que seu apoio poderia ser fundamental e para Serra, óbvio.  Marina clama por um segundo turno que ela sabe não é para ela, mas para a oposição midiática e tucana desfrutarem.

O apelo que a mídia e a oposição tem feito no sentido de suspeitar das convicções democráticas e de direito de Dilma, do PT e de Lula não se sustentam na realidade, pois afinal o governo provou o respeito a democracia ao não embarcar na tese do terceiro mandato.
Este discurso se realiza na nova campanha do medo, a “estratégia regina duarte” da vez.  O pior tem sido a percepção que, mesmo com todas as provas de desrespeito constantes de Serra contra jornalistas que fazem perguntas mais duras e não recebem uma resposta, mas sim uma tentativa de desqualificação pela ousadia em perguntá-lo sobre o que não quer falar, não tem recebido qualquer censura por parte da imprensa conservadora, na verdade, passa despercebido no noticiário, no máximo uma pequena nota e que nunca é repercutida.
Quem não percebe o empenho “comovente” da imprensa em eleger seu candidato, mesmo que para isso tente atropelar a realidade e a vontade soberana do povo?

As cestas de 3 pontos de Mino Carta e Leonardo Boff
Mas nem tudo são espinhos, a resposta de Mino Carta contra a procurada eleitoral, Drª Sandra Cureau, foi a prova de que a intimidação não vai virar o jogo, até desmascara certas limitações, confira aqui , e o texto sensacional de Leonardo Boff, que representa o que presenciamos hoje nas manchetes de jornais, de TV, rádios e portais de internet: o preconceito de classe, dos de cima com os de baixo, na tentativa de desqualificação do povo.  Estamos diante de uma guerra e a mídia, até agora, tá perdendo, confira o artigo aqui.

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Informação

Publicado em 25/09/2010 por em imprensa conservadora.

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