Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

A queda nas vendas de O Globo e Extra: sinais da crise do grupo InfoGlobo

O Carioca já descobriu há muito tempo: O Globo bom é o biscoito de polvilho…

A crise na queda de audiência que a Globo enfrenta em seus maiores produtos televisivos: jornalismo, novelas e o pacote dominical, perdendo inclusive em sua cidade natal, o Rio de Janeiro, para sua principal concorrente, conforme mostra o post abaixo, não parece ser o único ou o maior de seus problemas.
Os percalços do grupo vão além da queda da audiência na TV. 
O Jornal O Globo, um dos maiores patrimônios do grupo empresarial, enfrentou queda significativa na circulação diária, acompanhado também pelo exemplar popular “Extra”.  2009 representou um ano de forte recuo nas vendas destes dois jornais: o popular e o “quality paper“.
A circulação de O Globo caiu 8,6% e a do Extra 13,7%, bem verdade que a crise econômica mundial influenciou tais números, mas o fato relevante é que a queda dos dois títulos foi muito acima da média nacional: 3,46%.

A popularaização do uso da internet nos lares brasileiros, conforme foi confirmado  pelo PNAD 2009 divulgado pelo IBGE, ajudou a aprofundar ainda mais a crise dos jornais impressos, o que vem sendo observado desde o início dos anos 2000. 
O que explica facilmente a posição radicalmente contrária dos grandes grupos de comunicação ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), criado pelo governo para universalizar o acesso a internet rápida.  Com a fragmentação das mídias, a diversificação dos conteúdos, entrada de mais players no ofício de informar, entreter e debater, a crise desses grupos pode se tornar ainda maior em um curto espaço de tempo.

Apesar de 2010 apresentar recuperação nas vendas dos jornais da família Marinho, a trilha parece ser a de declínio, acima da média dos títulos nacionais deste tipo de mídia.  A forte segmentação conservadora que O Globo vem adotando em sua linha editorial, criou um abismo quase que intransponível para alcançar o leitor que não compra as suas brigas ou assimila seus discursos parciais: a nova classe média.  O Globo parece fadado apenas a repercutir suas teses em um nicho de leitores conservadores, ou, oportunamente, transmitir as opiniões destes leitores em suas páginas: um ciclo vicioso e pouco promissor.

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Publicado em 08/09/2010 por em Uncategorized.

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