Palavras Diversas

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A fatura da privataria tucana: o eleitor pode (deve) cobrar no voto


Os fiadores políticas da entrega do bem público no saldão da privataria tucana

O juiz e cientista político, João Batista Damasceno, escreve ótimo artigo sobre o processo das privatizações, ou melhor a privataria posta a cabo durante o governo tucano de FHC.

Relembrar e cobrar a fatura política dos personagens de uma das mais negras páginas de nossa história tem que estar presente na memória do eleitor na hora do voto, pelo menos daqueles que desaprovam tal política nefasta ao patrimônio público brasileiro.

As privatizações prometiam a modernização dos serviços e o barateamento dos custos, mas quem paga as contas de telefonia e de rodovias privatizadas, por exemplo, sabe o quanto essas promessas não se cumpriram plenamente. O por que? Contratos negociados pelo governo tucano em condições muito favoráveis às concessionárias e leoninos para com os usuários…A materialização da lógica neoliberal daquele governo e de seus integrantes, muitos ainda na ativa e candidatos para todos os cargos, inclusive à presidencia de república…

O texto que se segue:

Resultado da privataria

João Batista Damasceno: Cientista político (PPGCP-UFF) e membro da Associação de Juízes para a Democracia (AJD)

Rio – A precariedade dos serviços prestados por concessionárias de energia, telecomunicações e transporte nos remete à privatização. A promessa era de serviços eficientes a baixos custos, mas resultou tão somente na entrega do patrimônio e serviços públicos à ganância do capital.

Não faltaram na mídia os defensores da privataria. Apresentadores de TV, comentaristas esportivos e cantores de pagode foram convertidos em especialistas em privatização, produzindo consenso sobre sua necessidade.

O cineasta Arnaldo Jabour chamava de dinossauros e jurássicos os opositores do saque ao patrimônio público.

O jornalista Barbosa Lima Sobrinho, nascido em 1897, opondo-se à entrega das riquezas públicas a grupos particulares foi desrespeitosamente chamado de “homem do século passado”, coisa que hoje, todos que nascemos até o ano 2000, somos.

As empresas de telefonia aos poucos se reagruparam e constituíram oligopólio, num processo esperado na economia capitalista, suprimindo a ideia de concorrência. Ao lado das empresas de energia são campeãs nas ações nos juizados, por violação aos direitos dos consumidores.

Mas as condenações da Justiça são tratadas como despesas operacionais e rateadas com os demais consumidores. Isso não afeta o lucro líquido das empresas nem diminui os dividendos dos acionistas.

Como fazer para que multas e condenações punam as empresas, seus dirigentes ou acionistas e não os consumidores a quem se impõe o custeio da inépcia, mediante rateio?

A privatização foi votada no Congresso Nacional. Com a palavra os deputados e senadores que votaram pela privatização, o partido que a promoveu e os seus defensores: qual dará a resposta que a sociedade espera para a questão?

O Dia


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Publicado em 06/08/2010 por em Uncategorized.

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