Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

A mídia golpista: A arte de requentar notícias e/ou abafar fatos inflamáveis

Para onde vai a imprensa desinformadora de opinião? Saída sem rumo pela (extrema) direita

Quem acompanha há pelo menos desde 2002 o noticiário da imprensa brasileira percebe alguns fatos repetitivos, que se caracterizam como uma espécie de modus operandi: requentar fatos e/ou abafá-los.

Pois bem, sabido é em qual lado disputam os associados às idéias retrógradas, neoliberais e excludentes da imprensa, não há dúvida que bandeira tremulam.
Partindo daí, sabe-se o quanto se esforçam no dever sagrado de desinformar o (e)leitor para superar o debate político, vencer as batalhas por espaços de poder e fazer por merecer graúdas recompensas.

O noticiário dessa banda da imprensa privilegia o ataque aos políticos e partidos políticos da esquerda, estejam ou não ocupando o poder, geralmente em épocas próximas da eleição, buscando fatos que são requentados a cada quatro anos. Alguns exemplos típicos: a exploração das mortes dos prefeitos de Campinas, Toninho do PT, e de Santo André, Celso Daniel, a FARC colombiana e o PT, o regime cubano, radicalismo de esquerda do PT, PC do B e dos governos populares da América do Sul…Quem acompanha percebe que quanto mais perto das eleições, mais esses assuntos são explorados, ocupam a quase totalidade das pautas de jornais e, principalmente, das revistas semanais, como a Época e a Veja. Falta de imaginação? Não, panfletagem explícita!

A Veja é a mais sem imaginação e engajada nessa tarefa de requentar o noticiário, faz muito bem esse trabalho, apesar da queda na venda de suas edições, as bancas servem de outdoor político a que esta revista se presta.

Existem vários exemplos de como agem, sem respeito algum aos fatos e atropelando o respeito na tentativa mordaz de destruir imagens, sob o pretexto de produzirem jornalismo investigativo. A cada quatro anos se superam na panfletagem dos mesmos assuntos, as vezes produzindo capas parecidas, como verão a seguir… Constroem uma idéia desconexa e costuram com imagens desrespeitosas e agressivas, fatos não concretos em uma trama sem sentido real, material ilustrativo da malversação praticada contra a responsabilidade social de informar ao cidadão, seja lá qual for a filiação ideológica, o fato apurado à luz dos fatos.

Por outro lado, é muito fácil perceber que os aliados políticos da imprensa conservadora são poupados nos meses que antecedem às eleições, até mesmo por falta de espaço editorial. Qualquer crise, percalço ou deslize dos “seus” é tratado com leniência e isnuperável devoção no ofício de contextualizar o ocorrido como algo normal, sem dano algum à imagem de envolvidos.

A imprensa conservadora se ocupa de seus aliados até cerca de um ano antes das eleições, mas com certa leveza no trato dos temas, depois dá um “refresco”, aquela folga merecida. Alguém aí tem conseguido se informar nesses meios de comunicação sobre o mensalão do DEM, aquele escandalo recente no governo de Arruda, ex-governador do DF, político influente do DEM, ex-futuro-vice de Serra? Nada! E o próprio ex-governador foi flagrado recebendo dinheiro em mãos!
E o escandalo de corrupção no Detran do Rio Grande do Sul, no governo de Yeda Crusius, do PSDB? Até o vice governador, do DEM, denunciou e apresentou provas do esquema que desviou milhões de reais do órgão público e teria beneficiado diretamente a governadora. Alguma linha sobre o desfecho? A mídia se contentou com o desfecho político que a sustenta e enterrou a investigação.
Mas do suposto dossiê contra o Serra, isso é explorado diariamente…

E sobre a cratera do metrô em SP, da queda de marquises do rodoanel, dos pedágios abusivos das rodovias estaduais paulistas, da violência que explode no estado mais rico do país? Páginas mortas.

Ativismo político!
Que o façam, direito constitucional, mas que sejam honestos em assumir tal postura junto ao leitor e afirmar o que e quem (se) apóiam!
A pobreza editorial nos meses que antecedem as eleições demonstram, com clareza nefasta, o tipo de jornalismo comprometido até os últimos cartuchos de tinta com o atraso e interesses obscuros, mas não confessos ou declarados.

Revista Veja sem criatividade, em três momentos distintos: 2010, 2005 e 2002, é preciso assustar o eleitor…

…Desrespeitar para desconstruir e destruir a imagem pública…

…Para, finalmente, tentar impor sua escolha como “a melhor para todos”.


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Informação

Publicado em 25/07/2010 por em imprensa conservadora.

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