Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Tônica da Imprensa conservadora: a despolitização da campanha e o espetáculo da baixaria

A cobertura da imprensa conservadora das eleições 2010: despolitizar a campanha


Esse é o papel que a imprensa conservadora inclina-se a desempenhar na cobertura política e das eleições em 2010: nivelar por baixo para igualar oportunidades. Como levar para um campo de futebol em más condições (cobertura da imprensa) para equilibrar um jogo desigual, em que uma equipe se sobressai tecnicamente sobre a outra.

A charge acima foi republicada no blog de Josias de Sousa confira aqui, da Folha de São Paulo, um dos maiores panfletos conservadores do país, o referido blogueiro da Folha, ainda usou de outras teclas para redigir um desagravo a representação de mulheres contra o desrespeito, não só a Dilma Roussef, mas a imagem da mulher. Ele fala de humor para justificar a charge e ainda dá um retoque crítico que, segundo Josias de Sousa, contextualizaria a grosseria de Nani…

Sabido é que, tanto a Folha de São Paulo quanto o seu blogueiro empregado, fazem campanha para políticos da oposição desde que foram governo, mas quando se rebaixa a discussão política para a ofensa moral gratuita, aí vê-se o quanto são capazes os prepostos do conservadorismo e do atraso desse país, no vale-tudo por poder.

Talvez movimentos como este expliquem a queda da confiança e da credibilidade dos meios de comunicação, como revelou a pesquisa da SECOM (Secretaria de Comunicação Social da pesidência da República), em que cerca de 80% dos leitores não crêem ou crêem muito pouco no que é publicado por esses veículos.

Tais exageros, atos desesperados de nivelamento rasteiro da cobertura eleitoral comprovam os motivos da falta de confiança do leitor com a mídia, aprofundam ainda mais o fosso ideológico e parcial de suas linhas editoriais, voltadas para um pequenino público cada vez mais identificado com os pensamentos e representações sociais daquilo que lêem nesses órgãos de imprensa, ao mesmo tempo reproduzindo o que pensam…Autofagismo conservador radical.

Não haver discussão política é a aposta para a sobrevida de grupos políticos da oposição, aliados aos agentes auxiliares da imprensa conservadora, ávidos para, no mínimo, tentar igualar a disputa eleitoral, justamente despolitizando a campanha, priorizando ataques pessoais, correntes de internet com mensagens apócrifas e moralmente danosas, e desqualificação pelo humor desrespeitoso. A covardia de quem não tem o que apresentar de novo, mas age como sempre agiu: na truculência e na falta de argumentos.
Uma pena.


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Publicado em 09/07/2010 por em imprensa conservadora.

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