Palavras Diversas

Desde 2010 observando política, mídia e sociedade

Como se comportam os 5% do “contra-tudo”


Os 5% do “contra-tudo” são municiados pela imprensa do “Mas”, “Porém”, “Todavia”, ou seja, a “Imprensa dos 5%”…

Ricardo Kotscho fez um artigo em seu blog querendo saber: quem são os 5% da população brasileira que é contra e acha extremamente negativo o momento, político-social-econômico, que o país vem atravessando?

Resultado? Foi bombardeado por comentários ferozes, ameaçadores e sem nenhuma argumentação! São os brucutus da internet, representantes desses 5% do “contra-tudo-que-o-governo-Lula-representa”, que sem conseguir formular qualquer questão que desqualifique o momento histórico que o país vive nos últimos anos, apelam apenas para o que está ao alcance deles: xingamentos, desrespeito, ironias, desdém pelo sucesso do governo, leviandades…

Mas estes 5% são alimentados diariamente por uma imprensa dos 5%…Exemplos múltiplos: O PIB cresce a 9%, recorde histórico, resultante do aquecimento da demanda interna, da geração de mais empregos e renda e vem “jornalão” dizer que o crescimento do PIB acelerado vai ressuscitar o “fantasma” da inflação…Claro que pode gerar inflação, até sem crescimento expressivo já gerou inflação, é só lembrar de 2002, ano em que o país teve pela última vez inflação de dois dígitos, mas teve crescimento pífio, vergonhoso.

É o jornalismo do “Mas”, se algo der certo, escreva um “senão”, algo de negativo que possa resultar graças ao fato bom. É também o recalque de quem não aceita o momento e, sem argumentos, precisa botar defeito em tudo.


Como 2010 é um ano eleitoral, as coisas ficam mais quentes e fora, totalmente, da realidade. Agora imaginem: se Lula não tivesse um governo bem avaliado, qual seria a reação da sociedade organizada, das pessoas comuns diante desse tipo de jornalismo, que despolitiza e desqualifica qualquer ação por questões partidárias? Esse governo não resistiria, cairia, eleitoralmente ou politicamente, a sociedade estaria nas ruas pedindo sua renúncia! Mas como esta imprensa do “mas” atinge somente 5% de “inconformados”, os do contra, os do preconceito social, apenas conseguem se retroalimentar, se confinar naqueles 5% e, no máximo, o que produzem são capas de jornais ou chamadas televisivas e de portais da internet que não se sustentam no teor dos próprios textos “do contra”. As pessoas comuns, no dia-a-dia, não reconhecem essa “realidade forjada” nas capas de alguns jornais ou no “semblante indignado” de algum apresentador de jornal da TV. Então apelam para ofensas pessoais, para desqualificar a opção da maioria esmagadora do povo, para se proclamarem superiores em juízo do mundo real, para fechar os olhos frente a uma realidade que não aceitam, para rodar correntes de internet maldosas e levianas, tudo porque não possuem argumento algum sobre essa realidade, porque não são capazes de dialogar, porque foram acostumados a influenciar a opinião da maioria, a tutelar as escolhas alheias sem enfrentar qualquer resistência.

Observação importante: o texto atribuído a Miriam Leitão, de fato foi dito por ela, não é mera ilustração…

Ao texto!

O tema do Balaio deste domingo vale uma pesquisa em profundidade, uma tese acadêmica ou mesmo uma capa de revista: que Brasil é este dos 5%?

Entra pesquisa, sai pesquisa, eles estão sempre lá do mesmo tamanho. São os que consideram o governo Lula ruim ou péssimo. A aprovação do presidente e do governo pode variar entre 70 e 80%, conforme o instituto, os restantes ficam na categoria regular e, invariavelmente, temos os 5% de insatisfeitos com os rumos do país, tanto faz o que esteja acontecendo naquele momento de bom ou ruim.

Quem são eles, onde vivem, o que fazem, o que pensam? Já que ninguém se atreve a investigá-los, disponho-me aqui a encontrar algumas respostas sobre o perfil deste minoritário, mas sólido contingente de brasileiros que não mudam de opinião, mesmo remando contra a maré.

Mais do que um posicionamento político-partidário ou mesmo ideológico, como à primeira vista indicam as pesquisas, creio que se trata de um fenômeno psíquico, algo mais ligado aos sentimentos do que à razão, ao comportamento humano de um núcleo duro que é do contra porque é do contra, quaisquer que sejam suas motivações.

Em termos absolutos, estes 5% representam mais ou menos 9 milhões de brasileiros, o mesmo universo dos que lêem habitualmente jornais e revistas da grande mídia, o que pode representar uma primeira pista para entendermos seu pensamento.

Noto isto pelos comentários dos leitores publicados aqui no Balaio. Qualquer que seja o assunto, política, futebol, literatura, música, cinema, observações de viagem, mulheres bonitas, praias, botecos ou buracos de rua, sempre aparecem os mesmos comentaristas, escrevendo as mesmas coisas, com os mesmos argumentos: nada funciona, ninguém presta, tudo está ruim, a vida não vale a pena.

Confundem o país com o governo, a vida real com o noticiário do poder, ao reproduzir o que lêem nas manchetes e nos editoriais dos grandes veículos, nos blogs da Veja.com, nas colunas de O Globo ou ouvem dos comentaristas da CBN e da Jovem Pan. Se você fala bem de alguma coisa acontecendo no país, logo te chamam de vendido, chapa-branca, idiota.

Não importa o assunto. Nas viagens pelo Brasil que fiz nas últimas semanas, falei da minha alegria em revisitar as cidades de Teresina e Rio de Janeiro, que me encantaram por algumas características que tornam a vida dos seus moradores mais agradável, mesmo com todos os problemas de qualquer capital, grande ou pequena.

A grande maioria dos leitores destes dois lugares gostou do que escrevi, até me agradeceu por falar bem destas cidades que normalmente só aparecem no noticiário pelo lado negativo, dando-se mais destaque às suas mazelas do que aos seus encantos.

Mas lá estavam também os 5% de sempre, que me esculhambaram por elogiar a cidade onde vivem, dizendo que eu não vi nada, que a vida ali é um inferno, que não existe nada de bom, que só pensam em ir embora de lá.

Teresina é administrada pelo PSDB e, o Rio, pelo PMDB, em aliança com o PT, o que me prova não se tratar de implicância partidária, mas de um estado de espírito.

Como não posso pedir ajuda aos universitários, apelo aos leitores para que juntos encontremos outras respostas capazes de explicar que Brasil é este dos 5%. Ou será que vivemos em países diferentes?

Balaio do Kotscho

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Publicado em 09/06/2010 por em eleições, politica.

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